Candidato do PSD a presidente, Ronaldo Caiado apresenta plano de governo para saúde Reprodução/YouTube - Ronaldo Caiado O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) apresentou nesta terça-feira (18) seu plano de governo para a área da saúde, com foco no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e na vacinação. No evento, o candidato fez ataques à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os pontos do programa, Caiado defendeu o fim da fila do SUS baseada apenas na ordem de chegada e a adoção de uma avaliação que considere a necessidade de cada paciente. “Hoje você não pode mais admitir que a fila seja uma fila cronológica. Você tem que fazer uma avaliação inteligente da fila”, afirmou. Flávio promete dobrar número de presídios federais e adotar 'padrão Bukele' 'O eleitor só começa a se engajar na campanha agora', diz Cila Schulman O candidato também propõe um modelo de gestão por resultados e a criação de uma “Escola de Gestores”, com o objetivo de melhorar a administração do sistema. Outra proposta é a implantação de um prontuário eletrônico integrado, permitindo que o histórico médico acompanhe o paciente. O programa também prevê a ampliação da telemedicina e o uso de inteligência artificial para auxiliar médicos em decisões e diagnósticos.
Caiado defendeu ainda medidas de prevenção e diagnóstico precoce, além de ações voltadas à saúde materna, infantil, da mulher, dos idosos e à saúde mental. O plano prevê também a ampliação do atendimento a doenças raras e a presença de serviços de saúde em aldeias indígenas. Na área de emergência, a proposta é ampliar o Samu para 100% do país.
A vacinação também aparece entre as prioridades do programa. Caiado afirmou que o Brasil já foi referência em imunização, mas enfrenta atualmente problemas na área. Ele defendeu a retomada da confiança da população nas vacinas e criticou a disseminação de teses sem comprovação científica.
O programa também prevê investimentos em pesquisa e na produção nacional de medicamentos e vacinas. Segundo Caiado, o país precisa reduzir a dependência externa e ampliar a produção de conhecimento e tecnologia na área da saúde.
Críticas à gestão federal Presente no evento, o ex-ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro Luiz Henrique Mandetta não discursou, mas colaborou na elaboração de propostas do candidato do PSD para a área.
Mandetta deixou o governo Bolsonaro em abril de 2020, após divergências com o então presidente sobre a condução de ações na pandemia de covid-19. Ao ser lembrado sobre a participação do ex-ministro no programa, Caiado afirmou que havia “convertido” Mandetta em relação a Bolsonaro.
Apesar da colaboração de Mandetta, Caiado não definiu quem ocuparia o Ministério da Saúde em um eventual governo. “Têm muitos expoentes”, disse Caiado.
Durante o evento, o candidato também criticou, sem citar nomes, a condução da pandemia pelo governo Bolsonaro.
Questionado por jornalistas sobre o período e sobre a volta de políticos ligados ao bolsonarismo a discursos que colocam em dúvida a efetividade das vacinas e do isolamento social, a exemplo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), Caiado afirmou que, em um processo democrático, “é preciso conviver com pessoas que não acreditam em ciência”.
Segundo ele, o questionamento da ala bolsonarista foi “uma das causas da derrota do governo [de Jair Bolsonaro nas eleições] em 2022".
Em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Caiado afirmou que Goiás recebeu poucos recursos da União para a saúde por não ser um governador “simpático” ao governo federal. “Eu não recebi mais, pois não sou simpático ao governo federal”, disse.
Valor