Cadela resgatada em carro em Copacabana: Advogada diz que tutora foi vítima de estupro e nega abandono

 

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A defesa da tutora da cadelinha resgatada de dentro de um carro na Avenida Atlântica, em Copacabana, Zona Sul do Rio, no sábado (14) passado, afirmou que a mulher foi vítima de estupro na noite em que o animal permaneceu no veículo e contestou a versão de que a cachorra teria ficado três dias presa.

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Segundo a advogada Natália Nascimento Andrade, a cadela, que se chama Pandora, permaneceu no carro entre a noite de sexta-feira (13), por volta da meia-noite, e a manhã de sábado (14), quando foi resgatada por agentes municipais.

De acordo com seu relato, a mulher, que mora na Região dos Lagos e estava no Rio a passeio, saiu de um bar na Tijuca e seguiu sozinha para Copacabana. Ao estacionar o carro, deixou a cachorrinha no veículo e foi caminhar pela orla. Nesse momento, teria sido abordada por um homem, perdido a consciência e acordado apenas no dia seguinte, em um motel.

O caso de estupro foi registrado na 12ª DP (Copacabana) e o exame de corpo de delito já foi realizado, mas o resultado ainda não saiu, segundo a advogada.

— Ela estava no carro, estacionou em uma vaga e deixou a cachorrinha dentro, com a janela meio aberta. Inclusive, deixou a bolsa e até a chave da casa no veículo. Ela só foi olhar a praia. No dia seguinte, eu mesma busquei o carro no depósito, e os pertences ainda estavam lá — afirma Natália.

Nathalia afirma que ainda que a tutora tentou recuperar o animal junto à Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, mas foi informada, por telefone, de que isso só poderá ocorrer mediante ordem judicial. Também relata que solicitou autorização para que a mulher visitasse a cachorrinha nesta terça-feira, sem obter resposta.

— Disseram que eu só vou conseguir recuperar (a cadela) com ordem judicial, que a cachorrinha ficou três dias no carro, mesmo eu afirmando que tenho provas de que não foi isso e relatando a situação do estupro. Pedi para ver a cachorrinha, mas me informaram que não seria possível, pois ela está com uma depositária fiel — disse a advogada ao GLOBO.

Em suas redes sociais, a advogada compartilhou um laudo psiquiátrico de transtorno bipolar tipo II que seria da tutora. De acordo com ela, a condição comprometeria sua responsabilização pelos atos no episódio. No laudo, a cachorrinha é descrita como animal de suporte emocional.

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais informou, em nota, que foi acionada no sábado (14) para resgatar a cadela, e que, segundo testemunhas, o animal estava há dias dentro de um carro na Avenida Atlântica, sob sol forte, sem água ou comida. A pasta afirmou que a situação indicava maus-tratos e que o caso foi encaminhado à 12ª DP (Copacabana).

Ainda segundo a secretaria, na terça-feira (17), a advogada Natália Nascimento Andrade solicitou a devolução do animal, mas não apresentou procuração. Foi aberto um processo administrativo, e a cadela permanece sob tutela do município. A devolução dependerá das investigações ou de decisão judicial.

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