Cachorro Orelha: polícia conclui investigação e pede internação de apenas um dos quatro adolescentes investigados

 

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A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou nesta terça-feira a investigação sobre a morte do cachorro Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo, crimes ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis. A corporação aponta um adolescente como agressor de Orelha e pede a internação do jovem — o que é equivalente a uma prisão de adulto. Outros quatro menores foram identificados como autores da tentativa de afogamento de Caramelo. Foi concluído que os jovens cometeram atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos.

Informações como os nomes, as idades e a localização dos suspeitos não foram divulgadas pela investigação. Isso ocorre porque o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.

Orelha, um cachorro comunitário de cerca de dez anos, vivia na Praia Brava, na capital de Santa Catarina, e era cuidado pelos moradores. Ele foi agredido por adolescentes no dia 4 de janeiro e, pela gravidade dos ferimentos, submetido à eutanásia.

A investigação foi concluída após o depoimento do autor da agressão à Orelha, durante esta semana. A Polícia Civil, então, o caso encaminhou para apreciação do Ministério Público e Judiciário.