Cachorro morre após adolescentes arrombarem casa nos EUA em desafio viral do TikTok
Um cachorro morreu após adolescentes arrombarem a porta da casa de sua tutora, nos Estados Unidos, em um episódio associado a uma "trend" nas redes sociais. O caso ocorreu em dezembro e está sendo reanalisado pelo Gabinete do Xerife do Condado de Volusia, na Flórida, após a repercussão do relato da dona do animal à imprensa local.
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Spookie, um Yorkshire terrier de três anos, fugiu assustado depois que um grupo de adolescentes invadiu a residência de Dissany Cid, de 42 anos. Segundo ela, os jovens teriam participado do chamado “desafio de arrombamento da porta”, prática difundida no TikTok em que adolescentes chutam ou forçam a entrada de casas de desconhecidos e fogem em seguida. O cachorro foi encontrado morto posteriormente, após ser atropelado por um carro. “É devastador. Sinto que falhei com ele”, disse Cid à emissora WESH.
Caso é reavaliado pela polícia
Inicialmente descrito pelas autoridades como uma brincadeira do tipo “toca a campainha e sai correndo”, o episódio voltou a ser analisado nesta semana. De acordo com o gabinete do xerife, a pessoa considerada responsável está sendo processada, embora ainda não tenha sido identificada e não haja definição sobre possíveis acusações. A apuração enfrenta dificuldades porque a câmera da campainha da residência não estava funcionando no momento da invasão.
Cid afirma buscar justiça, mas diz não desejar a prisão do responsável. Ela defende que uma eventual punição inclua serviços comunitários. “Preciso de um desfecho. Isso é algo que não deveria ter acontecido”, afirmou.
O caso se soma a outros episódios semelhantes registrados nos últimos meses. Em novembro, ao menos cinco adolescentes foram presos em Elk Grove, na Califórnia, após arrombarem portas e causarem prejuízos em pelo menos oito ocorrências distintas. Imagens divulgadas pela polícia mostraram jovens mascarados chutando portas com força antes de fugir. Segundo as autoridades locais, os danos ultrapassaram US$ 680, levando a um alerta sobre os riscos de tendências aparentemente inofensivas. Pela legislação da Califórnia, adolescentes podem responder criminalmente quando os prejuízos causados superam US$ 400.
