Caças russos interceptam de forma ‘perigosa’ avião espião britânico no Mar Negro e elevam tensão com Otan; veja vídeo
Um avião da Força Aérea do Reino Unido (RAF) foi interceptado de forma “perigosa e repetida” por dois caças russos durante uma missão sobre o Mar Negro no mês passado, segundo denuncia o governo britânico. O episódio, descrito por Londres como o mais grave desde 2022, aumentou a tensão entre Rússia e países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em meio à guerra na Ucrânia.
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De acordo com o Ministério da Defesa britânico, um caça russo Su-35 voou tão perto da aeronave RC-135 Rivet Joint, usada para vigilância eletrônica, que acionou sistemas de emergência do avião britânico e chegou a desativar o piloto automático. Em outro momento, um Su-27 realizou seis passagens em frente à aeronave, aproximando-se a apenas seis metros do nariz do avião da RAF.
Caças russos interceptam avião espião britânico sobre o Mar Negro
A aeronave britânica estava desarmada e realizava um voo de rotina em espaço aéreo internacional, como parte das operações de monitoramento da Otan no leste europeu, segundo Londres. Apesar das manobras russas, a tripulação britânica completou a missão. O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, classificou a ação como “perigosa e inaceitável”. O governo britânico informou ainda que convocou representantes da embaixada da Rússia para se manifestarem formalmente contra o episódio.
— Essas ações criaram um sério risco de acidentes e potencial escalada — alertou o secretário de Defesa.
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O RC-135 Rivet Joint é uma aeronave especializada em inteligência eletrônica e coleta de sinais, utilizada para monitorar movimentações militares e sistemas de defesa. Missões desse tipo se tornaram frequentes desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022.
O caso ocorre em um momento de aumento da atividade militar russa nas fronteiras da Otan. Nas últimas semanas, o Reino Unido acusou Moscou de intensificar operações aéreas e marítimas no Atlântico Norte, no Báltico e no Mar Negro, enquanto aliados europeus reforçam missões de vigilância na região.
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Nos confrontos diretos da guerra, a Ucrânia dá sinais pontuais de sucesso na contenção de avanços terrestres russos e impõe custos elevados à Rússia com seus ataques com drones a instalações militares e energéticas. Por outro lado, Moscou intensificou o volume dos bombardeios contra cidades ucranianas, deixando centenas de vítimas nas últimas semanas. No campo diplomático, não há qualquer sinal de que os dois lados planejem retomar as negociações para um acordo de paz duradouro.
