Caça russo invade espaço aéreo da Estônia e aciona resposta de emergência da Otan

 

Fonte:


Um caça russo violou o espaço aéreo da Estônia nesta quarta-feira, provocando uma resposta de emergência da Otan e aumentando a tensão na região do Báltico. Segundo autoridades estonianas, a aeronave permaneceu por cerca de um minuto dentro do território do país antes de deixar a área.

Repórter fica ferido em ataque no Líbano durante transmissão e precisa retirar estilhaços do braço; veja vídeo

Bolha gigante: China usa tecnologia inflável para reduzir barulho e poluição em obras; veja vídeo

De acordo com o jornal inglês The Sun, o incidente ocorreu nas proximidades da ilha de Vaindloo, no Golfo da Finlândia, ao norte da Estônia. A incursão foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do país, Margus Tsahkna, que afirmou que não houve ameaça direta à segurança nacional, mas classificou o episódio como uma violação grave.

— Não houve ameaça à segurança da Estônia, mas trata-se de mais uma demonstração de um padrão que se repete — declarou.

A violação acionou o sistema de policiamento aéreo da Otan no Báltico, que mobilizou unidades da Força Aérea Italiana para monitorar e responder à incursão. A missão, responsável pela vigilância do espaço aéreo de países da região, foi elogiada pelas autoridades estonianas pela rapidez na atuação.

Como resposta diplomática, o Ministério das Relações Exteriores da Estônia convocou o principal representante russo em Tallinn para prestar esclarecimentos. Segundo o governo, foi entregue uma nota formal de protesto.

O episódio marca a primeira violação do espaço aéreo estoniano por uma aeronave russa neste ano. Ainda assim, casos semelhantes já ocorreram anteriormente. Em setembro do ano passado, três aviões militares russos entraram no espaço aéreo do país por cerca de 12 minutos, em um episódio considerado mais prolongado.

Autoridades locais e aliados da Otan reagiram com críticas à ação. O primeiro-ministro da Estônia, Kristen Michal, afirmou que a conduta russa segue um padrão recorrente, enquanto líderes militares destacaram a necessidade de respostas firmes a cada nova incursão.