Cabeleireira flagrada em vídeo arrastando cliente pode ser condenada a até cinco anos de prisão nos EUA; vídeo

 

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Uma cabeleireira de Maryland, nos Estados Unidos, condenada por agressão de segundo grau — crime que pode render até cinco anos de prisão — recebeu sentença na quinta-feira (22) após um episódio de violência contra uma cliente de 15 anos, registrado em vídeo e que repercutiu nas redes sociais. Jayla Cunningham, de 19 anos, foi sentenciada a seis meses de prisão domiciliar, além de liberdade condicional e medidas obrigatórias de acompanhamento psicológico.

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O caso ganhou repercussão nacional depois que imagens vistas mais de 50 milhões de vezes mostraram Cunningham puxando a adolescente pelo capuz em direção à porta de seu salão doméstico, em Laurel, durante uma discussão por pagamento de um penteado avaliado em US$ 150. O vídeo foi usado como prova central no julgamento, segundo registros judiciais citados pelo The Washington Post.

Veja o vídeo:

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Vídeo pesou na decisão do juiz

Condenada por um júri em novembro, Cunningham pediu clemência ao juiz Michael Pearson durante a audiência de sentença. Ela afirmou estar arrependida e solicitou liberdade condicional. O magistrado disse não vê-la como “uma pessoa má”, mas ressaltou que as imagens do episódio não poderiam ser ignoradas. “O desrespeito demonstrado por aquela jovem naquele dia é inaceitável”, afirmou.

No vídeo viral, Cunningham aparece puxando a adolescente pelos cabelos e pelo capuz antes de cortar o aplique naquele mesmo dia

Captura de tela/Redes sociais/X

A defesa sustentou que a cabeleireira agiu para proteger seu sustento e que o uso de uma tesoura teria servido apenas para remover o serviço, não para ferir fisicamente a cliente. Já a promotoria afirmou que Cunningham demonstrou falta de remorso, mencionando publicações feitas por ela nas redes sociais após o episódio.

Jayla Cunningham, a cabeleireira de Maryland que foi vista arrastando sua cliente de 15 anos

Reprodução/Instagram

Além da prisão domiciliar, a sentença prevê liberdade condicional, tratamento de saúde mental e participação em um programa de controle da raiva. Apesar disso, Cunningham foi presa no próprio dia da audiência devido a um mandado pendente por ausência em outro processo criminal, conforme noticiado pelo Washington Post, em reportagem assinada por Jasmine Golden.