Buracos no asfalto do corredor de mobilidade causam transtornos e prejuízos em São Gonçalo (RJ)

Buracos no asfalto do corredor de mobilidade causam transtornos e prejuízos em São Gonçalo (RJ) - Foto
Fonte da notícia: CBN CBN

As obras do Mobilidade Urbana Verde Integrada (MUVI) ainda não terminaram em vários trechos de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A reportagem CBN esteve esteve região e um problema chamou muito a atenção: o estado do asfalto.

A situação é mais crítica no caminho entre o Centro de São Gonçalo e Neves, na ligação com Niterói. Na rua Jaime Figueiredo, altura do número 323, o comerciante Naelton Soares foi obrigado a colocar pneus e uma placa na cratera para evitar acidentes. Perto dos pontos de ônibus, o desgaste aparece ainda mais. É justamente onde o asfalto recebe o peso e a passagem constante, principalmente, dos ônibus.

Buracos em trechos de obras do MUVI, em São Gonçalo (RJ). Laís Vieira/ CBN Os desniveis nas tampas de bueiro também causam problemas. Tamara Farias, que também é comerciante, disse que quando os carros passam por esses pontos, acabam jogando água para a calçada e molhando os clientes que estão na porta das lojas.

Quem passa pelo MUVI tem que ter muita atenção, reduzir, frear e ficar mudando de faixa o tempo todo. E essa obra ainda não terminou. A ciclovia também já apresenta problemas, com trechos danificados antes mesmo da conclusão de todo o projeto. O trecho que passa por Porto da Pedra, Parada 40, Camarão, Porto Velho e Vila Lage, até chegar a Neves. É uma ligação importante para quem segue para Niterói e para o Rio, e uma alternativa para quem tenta fugir do trânsito da BR-101. O Mobilidade Urbana Verde Integrada (MUVI) prevê um corredor de 18 quilômetros, nos dois sentidos, ligando Neves a Guaxindiba. O projeto inclui faixas preferenciais para ônibus, ciclovias, novas redes de drenagem e outras intervenções ao longo do caminho. A obra é feita e fiscalizada pela Secretaria de Estado das Cidades, em parceria com a Prefeitura de São Gonçalo, e tem investimento previsto de mais de R$ 287 milhões. A proposta é melhorar a mobilidade. Mas, antes mesmo de entregar a obra já apresenta vários problemas.

Respostas: A reportagem procurou a Secretaria de estado das Cidades, responsável pela obra, que informou que as deformações identificadas no asfalto são decorrentes de intervenções realizadas pela Águas do Rio e que a concessionária já foi notificada diversas vezes para fazer os reparos. A Águas do Rio foi procurada e informou que, desde o início das obras do MUVI, vem atendendo às demandas do projeto em conjunto com o Governo do Estado. As chuvas registradas em setembro impactaram os prazos de repavimentação, mas as equipes estão em campo nesta quarta-feira (16/09) para concluir todos os reparos que forem de responsabilidade da concessionária ainda nesta semana. A Prefeitura de São Gonçalo, em nota, esclareceu que o trecho do MUVI é de responsabilidade da Secretaria de estado das Cidades enquanto as obras estiverem sendo realizadas.

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