BTS no Brasil: Senacon notifica produtoras após fãs denunciarem superlotação no primeiro dia de show

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Fonte da notícia: Extra Extra

"Não tinha uma unidade de espaço vazio", foi o que fãs do grupo de K-pop BTS comentaram sobre a aglomeração que encheu o estádio Morumbis, na capital paulista, durante a primeira noite de show no BTS no Brasil com a turnê Arirang. Diversas pessoas que estiveram no espetáculo, ocorrido na última quarta-feira, reclamaram de superlotação, de forma que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), notificou a Live Nation Brasil e a Ticketmaster Brasil, produtoras responsáveis pelo evento, para prestarem esclarecimentos sobre os problemas relatados em até 24h.

O grupo coreano ainda fará apresentações no mesmo local na sexta e no sábado. "O estádio estava claramente com superlotação.

Não tinha uma unidade de espaço vazio, nem mesmo nas escadas, estava bizarro o que a Live Nation fez com essas vendas. Não cabia mais e eles fizeram caber", escreveu uma fã do BTS no X.

A jovem, que esteve no show de quarta e detalhou como foi a sua experiência, acredita que a aglomeração motivou o a grupo não fazer a sua tradicional "Caminhada Idol", momento em que Jin, Suga, J-Hope, RM, Jimin, V e Jungkook passeiam entre os vãos da pista de suas apresentações.

A reclamação também foi endossada pela influenciadora digital Luana Kopke, que estava na arquibancada do show, e disse que não tinha espaço vazio nem nas passagens e acessos às saídas do setor: — Parece que venderam mais ingressos do que tem capacidade porque está cheio.

Tem muita gente no corredor porque realmente não tem lugar — constatou. Também houve reclamações de internautas no X que passaram por confusões para entrar no show e deixar o estádio: "Fila para passar pelo bloqueio que não andava porque não estavam liberando a entrada de ninguém.

Fila da arquibancada gigante e sem orientação nenhuma, todo mundo perdido sem saber para onde ir". Entre os relatos recebidos pela Senacon estão filas extensas e desorganizadas, sinalização insuficiente, dificuldades de orientação, superlotação e falhas na disponibilização e validação de ingressos digitais.

Também houve relatos de consumidores com ingressos válidos que tiveram o acesso prejudicado após o fechamento temporário do portão 17, que permaneceu fechado por cerca de uma hora. Também será investigada a comercialização de um lote adicional de ingressos para as três apresentações em período próximo à realização dos shows.

A Senacon afirmou em nota que "busca esclarecer a quantidade de ingressos comercializados, a relação com a lotação máxima autorizada e as condições em que o lote adicional foi disponibilizado". Esclarecimentos exigidos às produtoras

À Live Nation, a Senacon solicitou, no prazo de 24 horas, documentos relacionados à aprovação e à segurança do evento, incluindo o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, alvarás e demais licenças, alémde termos de responsabilidade pelas estruturas montadas. A produtora também deverá informar a quantidade total de ingressos emitidos para cada data e setor, incluindo cortesias, credenciais e o lote adicional, e apresentar o plano de acesso, controle de filas e segurança adotado para os shows.

Deverá esclarecer as circunstâncias do fechamento do portão 17, informar quantos consumidores com ingressos válidos não conseguiram entrar ou tiveram o acesso prejudicado e detalhar as medidas de atendimento ou reparação oferecidas. Já a Ticketmaster deverá apresentar, também em um dia, a quantidade de ingressos comercializados e emitidos para cada data e setor, com a discriminação das diferentes modalidades de venda e do lote adicional.

A empresa também deverá informar quando e em quais condições o lote foi disponibilizado, além de esclarecer se recebeu da produtora os documentos referentes à lotação máxima aprovada antes da abertura das vendas. A plataforma terá ainda que prestar informações sobre as falhas relatadas na disponibilização e validação dos ingressos digitais no dia 28, incluindo o número de consumidores afetados e as medidas adotadas para evitar a repetição dos problemas nas próximas apresentações.

Deverá informar o número de ingressos validados nas catracas, as comunicações enviadas aos compradores sobre acesso e portões, o número de reclamações e pedidos de reembolso e a política de reparação aplicável aos consumidores prejudicados. A Live Nation, por sua vez, afirmou que "o show do BTS, realizado em 28 de outubro no Morumbis, ocorreu rigorosamente dentro da capacidade de público autorizada.

Durante a entrada do público pelo Portão 17, foram registradas situações pontuais, devidamente solucionadas. A empresa reforça que todas as pessoas com ingressos oficiais puderam acessar o evento".

Publicação Original Extra extra.globo.com
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