Bruno Fernandes reconheceu que Michael Carrick teve razão ao deixá-lo no banco de reservas do Manchester United após as críticas feitas pelo meia ao treinador. O português comentou a decisão nesta terça-feira, depois de participar da vitória por 3 a 2 sobre a Roma, pela Liga dos Campeões.
O resultado foi construído com uma reação dos ingleses, que chegaram a estar perdendo por dois gols de diferença em Old Trafford. Leia também: Everton prepara proposta milionária por Vitor Roque, do Palmeiras, diz jornal espanhol
Veja mais: Real Madrid fica perto de contratar promessa inglesa disputada por gigantes europeus; entenda A relação entre os dois havia ficado sob pressão depois da derrota por 4 a 1 para o Como, em 21 de outubro.
Na ocasião, Fernandes criticou as escolhas táticas de Carrick em uma entrevista após a partida. Como consequência, começou no banco no compromisso seguinte, contra o Bournemouth, e não chegou a entrar em campo.
Ao comentar o episódio, o capitão do United afirmou que compreendeu a decisão do treinador e admitiu que seu desempenho não justificava uma vaga entre os titulares naquele momento. — O treinador tomou a decisão de me deixar no banco porque eu não estava tendo boas atuações.
E isso é justo. Todos acharam que aquilo foi uma punição pelas minhas palavras depois do jogo contra o Como.
E, se foi, estava certo — declarou o português. Fernandes também ressaltou que a decisão não abalou sua confiança no trabalho da comissão técnica nem seu compromisso com o clube.
Segundo ele, cabe aos jogadores aceitar as escolhas do treinador e seguir trabalhando para melhorar os resultados. O meia teve participação importante na reação contra a Roma.
Depois de os italianos abrirem 2 a 0, Fernandes iniciou a recuperação ao converter uma cobrança de pênalti, que precisou ser repetida. Matheus Cunha marcou os outros dois gols e garantiu a virada por 3 a 2, em uma noite de alívio para a equipe inglesa.
A vitória também representou um resultado importante para Carrick, que vinha sendo pressionado pelos resultados negativos. Antes do triunfo, o Manchester United acumulava nove partidas sem vencer e corria o risco de alcançar sua maior sequência sem vitórias em uma mesma temporada desde março de 1978.
Fernandes, no entanto, evitou tratar o resultado como uma conquista individual ou uma tentativa de salvar o cargo do treinador. Para o português, o triunfo era necessário para todo o clube.
— Não precisamos salvar o emprego de ninguém. O clube precisava dessa vitória.
Os jogadores precisavam dessa vitória. Era algo de que precisávamos como grupo, jogadores e comissão técnica.
Temos trabalhado muito para sair juntos dessa situação — afirmou.
O Globo