Britney Spears vende direitos de todo o seu catálogo musical por cerca de R$ 1 bilhão, diz site

 

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A cantora Britney Spears vendeu os direitos de todo o seu catálogo musical para a editora independente Primary Wave por um valor estimado em torno de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão, na cotação atual) em 30 de dezembro, segundo informações divulgadas pela rede BBC. A empresa e os representantes da cantora não comentaram publicamente a negociação e não confirmaram o montante.

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A negociação envolve a transferência dos direitos de exploração econômica das músicas — como royalties de streaming, rádio e vendas, além do uso em filmes, séries, publicidade e a administração editorial das composições. Em acordos desse tipo, é comum que o artista receba uma grande quantia de dinheiro de uma só vez.

Uma das cantoras mais populares do mundo, Spears tem mais de 150 milhões de discos vendidos e nove álbuns de estúdio lançados desde 1999. O repertório inclui clássicos do Pop, como “…Baby One More Time”, “Oops!… I Did It Again”, “Toxic” e “Gimme More”.

Vida pessoal conturbada

A venda ocorre após um período de intensas mudanças na vida pessoal e profissional da artista. Britney passou 13 anos sob tutela judicial, com controle do pai sobre suas finanças e decisões, situação encerrada em 2021 após forte mobilização pública.

Em 2023, publicou a autobiografia "A Mulher em Mim", na qual relatou os conflitos vividos nesse período. Já em janeiro de 2024, afirmou que não pretende retornar à indústria musical; sua última gravação foi um dueto com Elton John, lançado em 2022.

Fundada há cerca de 20 anos por Lawrence Mestel, a Primary Wave reúne direitos de nomes como Notorious B.I.G., Prince e Whitney Houston. A empresa ganhou projeção quando Mestel adquiriu 50% da participação de Kurt Cobain no catálogo do Nirvana.

O movimento acompanha uma tendência recente do mercado musical. Bruce Springsteen vendeu seu catálogo por cerca de US$ 500 milhões em 2021. Justin Bieber fechou acordo semelhante, estimado em US$ 200 milhões, em 2023. Artistas como Justin Timberlake e Shakira também aderiram a operações desse tipo, o que reflete a valorização dos catálogos como ativos financeiros.