Britânica é barrada ao tentar voltar de Amsterdã para o Reino Unido após nova regra de fronteira; entenda
Uma britânica de 26 anos foi impedida de embarcar de Amsterdã para Luton no dia 6 de abril, na Holanda, após mudanças nas regras de entrada do Reino Unido, que passaram a exigir passaporte britânico ou certificado de residência para cidadãos com dupla nacionalidade. Natasha Cochrane De La Rosa, nascida em Londres, acabou retida na Espanha depois de ser barrada no portão de embarque, mesmo após apresentar documentos pessoais.
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A jovem, que vive no norte de Londres, havia saído do Reino Unido sem enfrentar problemas, mas foi impedida de embarcar no voo de volta mesmo após passar por check-in, segurança e controle de passaporte. Segundo relatos, funcionários da companhia aérea entraram em contato com autoridades de imigração antes de negar o embarque.
A situação está ligada a uma mudança nas regras britânicas em vigor desde o fim de fevereiro, que determina que cidadãos com dupla nacionalidade não podem mais entrar no país utilizando apenas passaporte estrangeiro. Agora, é obrigatório apresentar um passaporte britânico ou irlandês, ou um certificado de direito de residência.
Natasha tem cidadania britânica e espanhola, mas afirma que enfrenta um “vácuo legal” por causa das circunstâncias de seu nascimento. Filha de pai britânico e mãe espanhola, ela não teve a cidadania automaticamente reconhecida pelo lado paterno porque seus pais não eram casados quando ela nasceu, em 1999.
— Eu fui criada em Londres, estudei, trabalhei, paguei impostos e votei. Tenho nacionalidade britânica, mas agora estão dizendo que isso não é suficiente — afirmou.
Mesmo apresentando documentos como certidão de nascimento, registros fiscais e documentos de trabalho, ela foi impedida de embarcar por não possuir o passaporte britânico ou o certificado exigido pelas novas regras.
Após ser barrada em Amsterdã, Natasha passou uma noite na cidade antes de seguir para Sevilha, na Espanha, onde permanece hospedada com conhecidos enquanto tenta resolver sua situação.
— Meu mundo inteiro está no Reino Unido. Tenho carreira, família e amigos lá — disse.
Para retornar ao país, ela terá que solicitar um passaporte britânico — processo que pode levar semanas e ainda ser negado — ou pagar cerca de 589 libras por um certificado digital de direito de residência.
— Eu estava mostrando minha certidão de nascimento, meu número de seguro nacional, meu P45, a certidão do meu pai, e ainda assim fui impedida de embarcar — disse ao portal Manchester Evening News.
O caso gerou debate no Reino Unido sobre os impactos das novas regras para cidadãos com dupla nacionalidade, especialmente entre aqueles que, por anos, viajaram utilizando passaportes estrangeiros sem restrições.
— Se eu soubesse, teria resolvido isso antes de viajar. Ninguém foi avisado de forma clara — declarou.
Segundo ela, a situação pode afetar outros cidadãos que desconhecem as novas exigências e dependem apenas de documentos estrangeiros para viajar ao Reino Unido.
