BRB vai afastar executivos após prejuízo bilionário com carteiras fraudulentas
O Banco de Brasília vai afastar diretores, superintendentes e gerentes do BRB envolvidos na compra de carteiras fraudulentas ligadas a negócios com o Banco Master, após o banco receber um relatório da auditoria independente contratada pelo banco. Algumas dessas pessoas podem ser responsabilizadas criminalmente, enquantos outras passarão por processos administrativos.
O documento, enviada ao banco nesta quarta-feira, aponta que os dirigentes foram responsáveis por operações com carteiras fraudulentas que causaram prejuízo de mais de R$ 12 bilhões ao BRB. Agora a instituição financeira vai enviar toda a documentação para a Polícia Federal, Banco Central e STF.
Além disso, o BRB não entregou os resultados de 2025 dentro do prazo do Banco Central e pode sofrer sançõesa qualquer momento da autoridade bancária e da Comissão de Valores Mobiliários. O BRB ainda negocia um empréstimo com outros bancos para cobrir o rombo deixado pelos negócios com o Master, de Daniel Vorcaro.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, para interceder em favor do BRB junto ao presidente Lula, mas o governo federal não tem mostrado disposição em ajudar com recursos para cobrir o rombo. No momento, o BRB fica sujeito a punições da CVM, mas o professor de finanças do Ibmec Brasília, Marcos Sarmento, diz que o dano maior no momento é na imagem do banco.
Nesta quarta, a governadora afirmou em primeira mão à CBN que vai retirar da lista de imóveis aprovados pela câmara legislativa para serem dados como garantia para salvar o BRB, a região da Serrinha do Paranoá. Área de preservação ambiental. O terreno esteve no centro de um impasse jurídico com a proibição do uso e depois derrubada da liminar permitindo o uso do imóvel após recurso do GDF.
