BRB renova e aumenta patrocínio ao Flamengo em meio a rombo financeiro

 

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Em meio ao rombo causado pela compra de ativos fraudulentos do Master, o Banco de Brasília (BRB) renovou o contrato de patrocínio com o Clube de Regatas do Flamengo, no valor de 42,6 milhões, R$ 10 milhões a mais que o antigo contrato. A oposição ao governador Ibaneis Rocha tenta agora anular o contrato.

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O vice-presidente da Câmara Legislativa, Ricardo Vale, quer que o Tribunal de Contas do DF analise a possibilidade de rompimento do contrato que tem validade até março de 2027. Na representação enviada ontem ao TCDF, o parlamentar diz que para se garantir contratualmente, o Flamengo exigiu o pagamento à vista de metade do valor firmado. Isso porque o clube quer se proteger de eventuais perdas ou ausências de repasses diante do abalo de credibilidade que o BRB está vivenciando.

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O novo contrato envolve a troca da marca na camiseta. Agora, em vez de "BRB', será exibida a marca "Nação BRB Fla", que se trata do banco digital que faz parte da sociedade conjunta entre o clube e a instituição financeira. O parlamentar pediu também os dados sobre os contratos de patrocínio entre o banco e o time desde 2019. Para ele, a renovação indica uma gestão imprudente, alheia à realidade de busca de capitalização do banco, e com decisões prejudiciais ao povo do DF.

"Foi muito estranho, né, numa situação como essa, essa renovação desse contrato, e tanto o Banco quanto o GDF precisa explicar pra população do Distrito Federal o que que tá acontecendo, porque isso é dinheiro público, isso é dinheiro nosso, dos contribuídos, é do povo do Distrito Federal. Por isso a gente fez essa, essas duas ações aí, seja a Câmara Legislativa pedir essas informações e o Tribunal de Contas fazer a tomada de conta, suspendendo imediatamente esse patrocínio aí pro Flamengo."

A CBN entrou em contato com o BRB, mas não obteve retorno. O banco já enfrenta dificuldades de liquidez e polêmicas em relação às alternativas apresentadas para capitalização do banco, com o uso de imóveis públicos do DF, e que estão avaliados em R$ 6,6 bilhões. Sem conseguir avançar com o plano de capitalização, o banco corre o risco de não conseguir fechar o balanço, na próxima terça-feira (31).