BRB pede que dinheiro recuperado nas ações contra Banco Master seja usado para cobrir seus prejuízos
O Banco de Brasília (BRB) solicitou ao STF que bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros recuperados nas ações judiciais, inclusive em delações premiadas, contra o Banco Master sejam usados para cobrir prejuízos "às partes lesadas". O BRB tem um rombo que pode chegar a R$8 bilhões, e parte da crise financeira se deu a partir da compra de cerca de R$ 21 bilhões em carteiras podres do Master, em uma operação que está sendo investigada.
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A medida juficial foi informada pelo BRB em um comunicado ao mercado nesta quinta-feira (2). O texto explica a "petição incidental" protocolada pela companhia, com pedido de tutela cautelar, "com o objetivo de resguardar seu direito à eventual recomposição integral de danos sofridos".
Segundo o comunicado, a intenção é reservar "bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada".
O BRB explicou que, de acordo com a Lei nº 12.850/2013 e o Código Penal, valores recuperados devem priorizar a reparação de prejuízos às partes lesadas.
O comunicado, ao final, esclarece que a medida é preventiva e que, até o momento, não há definições de valores que já teriam sido recuperados no processo judicial contra o Master.
