BRB aposta em solução de mercado para afastar aporte do DF para cobrir prejuízo no caso Master

 

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A venda de carteiras de crédito que eram do Master e agora estão com o BRB é uma das apostas do Banco de Brasília no plano de ação apresentado pela instituição ao Banco Central. A ideia é negociar os ativos considerados de boa qualidade e assim alcançar os cerca de R$ 5 bilhões que o BRB precisa para garantir a saúde financeira do banco.

Segundo interlocutores do governo do distrito federal, a chamada solução de mercado, é a que mais agrada pois eliminaria a necessidade de um aporte direto do sócio controlador, que no caso é o próprio executivo local.

Nos últimos dias, o presidente do BRB, Nelson de Souza, tem procurado instituições financeiras na Faria Lima, em São Paulo, para essas negociações. Além da solução de mercado, o plano também inclui uma linha de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos, um empréstimo concedido por um consórcio de bancos e a criação de um fundo imobiliário, dando como garantia imóveis do governo do distrito federal.

O presidente do BRB, Nelson de Souza, afirma que está otimista com o plano, que segundo ele foi bem recebido.

Para o economista Cérsar Bergo, o plano está bem estruturado, mas pode encontrar algumas dificuldades.

O plano de ação foi entregue pelo BRB ao Banco Central nessa sexta-feira. As medidas devem ser executas no prazo de 180 dias.