BRB amplia pedido de empréstimo ao FGC para R$ 6,6 bilhões
O BRB elevou de R$ 4,4 bilhões para R$ 6,6 bilhões o valor do pedido de empréstimo ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No entanto, o FGC só deve se manifestar sobre o socorro após a divulgação dos resultados financeiros da instituição financeira de 2025 — o que deve ocorrer até o fim do mês.
O Banco de Brasília enfrenta problemas financeiros por causa do rombo provocado após a compra de títulos podres do Banco Master.
Segundo a governadora Celina Leão, um levantamento apontou que o GDF possui 7 mil imóveis e a ideia é usar uma parte como garantia do empréstimo. Outra ideia é usar estes imóveis para reduzir os gastos do governo com aluguel de prédios e edifícios que abrigam órgãos públicos.
O BRB ainda tenta recuperar entre R$ 2 bi e R$ 3 bi em um processo judicial para reaver fluxos financeiros que pertenciam ao Banco, mas estavam sendo administrados pelo BC e acabaram sendo pagos à outra instituição.
Paralelamente, um fundo de investidores negocia a compra de parte de ativos que eram do Master e foram entregues ao BRB, em um negócio estimado em R$ 15 bilhões. A proposta prevê o pagamento de R$ 4 bilhões à vista e o restante, R$ 11 bilhões, conforme esses ativos forem gerando retorno.
Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a orientação é de que “não deve haver ajuda federal” e que a responsabilidade é do GDF, que é acionista do banco.
A governadora do DF, Celina Leão, reagiu as declarações: “isso é uma questão de institucionalidade. Eu estive em São Paulo na semana passada, reunida com bancos, e não havia nenhum banco público. Temos cartas importantes, inclusive para a Caixa Econômica. Não se pode escolher o partido ou a pessoa que está governando. Estamos falando de 6 mil trabalhadores, de milhares de contas físicas e jurídicas. O presidente Lula já ajudou, no passado, o banco do Silvio Santos pessoalmente. Se dependesse deles, o banco já teria quebrado".
O BRB convocou assembleia para 30 de abril para tratar das demonstrações financeiras de 2025. Procurado, o FGC disse que não comenta sobre associadas. O Ministério da Fazenda e o BRB também não responderam aos questionamentos da CBN.
