Já cansou de ouvir que você ainda é muito jovem para tal coisa? A afirmação talvez não seja mera generalização.
No caso profissional, o maior nível médio de remuneração vem entre os 46 e 55 anos, quando os trabalhadores recebem, em média, R$ 5.512 mensais.
Apesar disso, são os jovens de até 25 anos que registram o maior crescimento médio anual da remuneração, 10,6%.
Entre aqueles com mais de 56 anos, o índice é de 5,5%.
O levantamento foi realizado pela Senior Sistemas.
Foram usadas como base informações salariais de mais de 956 mil funcionários, distribuídos pelos 26 estados mais o Distrito Federal, em mais de 80 atividades econômicas (CNAEs).
Os dados foram coletados na folha de pagamento das empresas que utilizam as soluções de gestão da companhia.
A pesquisa mostra que o salário médio atual no Brasil é de R$ 4.704, um aumento de 8,3% frente ao valor dos últimos 12 meses, de R$ 4.290.
Os maiores salários permanecem concentrados entre profissionais mais experientes, enquanto as novas gerações têm um crescimento salarial mais célere.
Disparidade entre gênero
Por outro lado, a pesquisa ainda mostra um longo caminho para avançar quanto ao recorte de gênero: o salário médio masculino é de R$ 5.044, enquanto o feminino ainda é de R$ 4.319, o que representa uma diferença média de 16,8%.
A base de dados analisou as informações de 523.114 homens e 433.112 mulheres.
A defasagem varia entre as regiões do país.
Homens e mulheres do Nordeste têm uma diferença salarial menor, 11,9%, do que do Sul, de 18,9%.
Ainda sobre regiões, o Sudeste concentra o maior salário médio do país, de R$ 5.535, enquanto o Nordeste tem o menor, de R$ 3.539.
— A remuneração deixou de ser apenas uma questão administrativa para se tornar um fator estratégico na atração, retenção e desenvolvimento de talentos — observa a head-executiva de HCM na Senior, Ariane Bartosewiz.
— Quando as empresas utilizam dados confiáveis para orientar suas decisões, conseguem construir políticas mais justas, transparentes e competitivas, fortalecendo tanto a experiência do colaborador quanto os resultados do negócio.
De acordo com a companhia, empresas que oferecem salários abaixo da mediana do mercado têm uma dificuldade 3,5 vezes maior para contratar profissionais.
