Brasileiros apoiam uso da IA na segurança, mas não lembram de política que use a ferramenta

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Fonte da notícia: CBN CBN

Oitenta e seis por cento da população brasileira apoia o uso da inteligência artificial no combate à violência. O tema é considerado o maior problema do Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Segurança e Tecnologia, realizada pela Quaest e divulgada nesta sexta-feira (18). O apoio da população não se limita apenas à inovação tecnológica, mas se estende ao uso diário. Noventa e três por cento aprovam a utilização de câmeras de monitoramento, integradas à inteligência artificial e ao trabalho policial. Em casos concretos, 97% apoiam o emprego de câmeras com IA para ajudar a localizar pessoas desaparecidas. A aplicação da ferramenta para identificar veículos roubados ou utilizados em crimes e, também, para buscar foragidos da Justiça, é de 96%.

Ações de monitoramento também são validadas, com 91% concordando com o reconhecimento facial em locais de grande circulação e outros 90% validando a proteção de fronteiras e repressão de facções criminosas. O diretor de inteligência da Quaest, Guilherme Russo, explica que o brasileiro entende que a utilização dessas novas tecnologias pode violar questões de privacidade, mas, se a implementação for ajudar no combate à violência, a medida será positiva: "O brasileiro mostra que tá muito preocupado e que está vendo a situação da segurança pública piorar. Como o brasileiro é muito aberto a usar câmeras e câmeras com inteligência artificial... É, porque tem uma grande expectativa de que esse esses programas, né, com as câmeras com inteligência artificial, possam ajudar as polícias a resolver crimes de forma geral", afirmou.

Entre todos os casos, a tecnologia é apontada como maior aliada no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, sendo a primeira ou a segunda resposta de 28% dos entrevistados. Tanto a busca de desaparecidos como o combate a roubos e furtos foram mencionados por 18%. Apesar da maior parte dos entrevistados defender a IA, 79% não se lembraram de alguma política pública, no campo da segurança, que a utilize. Com apenas 2%, o Smart Sampa, sistema público de monitoramento da cidade de São Paulo, foi a política mais mencionada.

O diretor de inteligência da Quaest disse que esse tipo de programa vem ganhando mais destaque no país: "Importante ressaltar é que o trabalho desses programas e essa tecnologia sempre também vai depender da ação policial. Que essa tecnologia seja importante pra fazer o trabalho das polícias ser mais rápido, preciso e efetivo. Isso me parece sempre fundamental pra que a gente realmente consiga combater esse problema tão grave que a gente vive hoje. Que a tecnologia sirva pra resolver problemas", disse.

O levantamento mostra ainda que 79% dos brasileiros acreditam que a violência aumentou muito nos últimos dois anos. A região que percebeu um maior crescimento no índice de crimes foi a Sudeste, com 73%; seguida por Nordeste e Sul, com 69%; Norte com, 68%; e Centro-Oeste, com 58%. A pesquisa foi realizada presencialmente, entre os dias 12 e 15 de setembro, com mais de duas mil pessoas, de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para um nível de confiança de 95%.

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