Indicador da Loft aponta terceiro mês seguido de recuo na taxa nacional (5,84%), mas altas em três estados acendem alerta no mercado locatício A inadimplência no aluguel residencial no Brasil caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 5,84% em outubro de 2026, o menor patamar registrado desde abril.
No entanto, a melhora não foi uniforme: os estados de São Paulo (5,9%), Paraná (5,2%) e Espírito Santo (5,3%) foram no sentido oposto da média nacional e voltaram a registrar alta na taxa de atrasos no mês. Os dados fazem parte do IIA (Índice de Inadimplência de Aluguéis), levantamento mensal divulgado pela Loft que acompanha cerca de 500 mil contratos de Fiança Aluguel em todo o país.
A metodologia considera como inadimplente o contrato de locação com pagamento em atraso superior a 15 dias. A queda registrada em outubro confirma uma trajetória de recuperação do indicador nacional após quatro meses consecutivos de elevação entre abril e julho de 2026, período em que a taxa acumulou alta até atingir 6,20%.
Desde o pico de julho, a inadimplência nacional acumula uma redução de 0,36 ponto percentual. O ano de 2026 apresentou forte oscilação no mercado de locação.
O indicador começou o ano em 5,87% em janeiro, caiu para a mínima histórica da série em março (5,46%), voltou a subir até julho e engatou nova sequência de quedas a partir de agosto. “O índice completa três meses seguidos de queda.
Embora as reduções mensais sejam discretas, a sequência indica uma melhora gradual no pagamento dos aluguéis. Ainda é preciso acompanhar os próximos meses para avaliar a continuidade dessa tendência”, explicou Fábio Takahashi, Gerente de Dados da Loft.
A melhora do pagamento de aluguéis concentrou-se no Sul e no Sudeste do país. Já nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o indicador permanece estagnado em patamar elevado:
Na comparação anual com outubro de 2025, o Sudeste teve redução de 0,4 ponto percentual (era 6,3%) e o Sul apresentou queda de 0,5 ponto percentual (era 6,0%). Entre os sete estados monitorados individualmente pelo estudo, o comportamento mensal em outubro de 2026 foi desigual:
O Espírito Santo exige atenção no estudo: após registrar 3,9% em junho, o estado engatou quatro meses consecutivos de aumento na inadimplência. Apesar das oscilações mensais, todos os sete estados apresentaram taxa de inadimplência em outubro de 2026 inferior à registrada no mesmo mês de 2025.
As maiores quedas em 12 meses ocorreram no Rio Grande do Sul (de 6,7% para 5,5%) e no Espírito Santo (de 6,2% para 5,3%). Renato Becker é repórter e editor no Núcleo Nacional do ND Mais, onde escreve matérias de serviço e explicativas sobre benefícios, direitos, mercado e assuntos que afetam a vida dos brasileiros.
Seu trabalho se concentra na produção de notícias do Brasil e do mundo, com atenção especial à política, à economia e aos negócios, além de temas de interesse público, trazendo informações claras, úteis e contextualizadas. Também participou da cobertura de casos de grande repercussão, tanto de segurança pública quanto de política.
Atuando no jornalismo desde 2018, já trabalhou na assessoria de comunicação do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e assinou a série “Meu Voto, Nosso Futuro”, dedicada a acompanhar as eleições no país. Trabalhou como repórter na cobertura das Eleições 2022 e como editor de Distribuição nas Eleições 2024.
Leia mais ▾
ND Mais