Brasil tem apenas o 39º melhor aproveitamento pós-2022 entre as 48 seleções da Copa
A seleção brasileira vive um ciclo irregular desde a Copa do Mundo de 2022. Segundo levantamento da plataforma Superscore, que analisou partidas oficiais e amistosos disputados desde 2023, o Brasil soma apenas 52,4% de aproveitamento no período. O índice coloca a equipe na 39ª posição entre as 48 seleções já classificadas para o Mundial de 2026.
O cenário chama atenção não só pela posição, mas pelo recorte histórico: entre os países campeões mundiais e os cabeças de chave, o Brasil aparece com o pior desempenho. No topo da lista está a Argentina, atual campeã do mundo, com 83,8% de aproveitamento no mesmo intervalo.
O rival albiceleste é seguido por seleções como Marrocos (82,4%), Espanha (81,2%) e Japão (80,2%). Na outra ponta, equipes como Gana, Paraguai e Bósnia e Herzegovina aparecem com os piores índices.
O Brasil, com seus 52,4%, figura na parte inferior da tabela, superando apenas nove seleções classificadas para o Mundial, como Escócia, Catar e Nova Zelândia.
INSTABILIDADE APÓS O CATAR A campanha brasileira no ciclo pós-Copa tem sido marcada por mudanças frequentes no comando técnico e resultados oscilantes. Desde 2023, a seleção foi dirigida por quatro treinadores diferentes: Ramon Menezes (interino), Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti, que assumiu a equipe na segunda metade de 2025.
Nesse período, o Brasil disputou 35 partidas, com 15 vitórias, 10 empates e 10 derrotas. O saldo de gols também reflete a irregularidade: foram 58 marcados e 39 sofridos.
COMPARAÇÃO COM RIVAIS SUL-AMERICANOS Entre as seleções da América do Sul, que enfrentaram adversários semelhantes no período, o Brasil aparece atrás de quatro equipes:
- Argentina - 83,8% - Colômbia - 66,7% - Equador - 56,8% - Uruguai - 55,3%
A posição reforça a dificuldade da seleção em manter consistência competitiva desde a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo do Catar, quando caiu para a Croácia.
Além da queda de rendimento nos amistosos e nas Eliminatórias, o Brasil teve desempenho abaixo do esperado em competições oficiais. Na Copa América de 2024, a equipe foi eliminada nas quartas de final pelo Uruguai.
Já nas Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial de 2026, terminou na quinta colocação, com 28 pontos, atrás de Argentina (39), Equador (29), Colômbia (28) e Uruguai (28).
O desempenho atual contrasta diretamente com o ciclo anterior à Copa de 2022. Sob o comando de Tite, a seleção disputou 50 jogos entre 2019 e 2022, com 37 vitórias, 10 empates e apenas duas derrotas, alcançando 80,7% de aproveitamento.
Naquele período, o Brasil foi líder das Eliminatórias, conquistou a Copa América de 2019 e terminou como vice na edição de 2021, evidenciando um nível de consistência que ainda não foi repetido no atual ciclo.
RANKING DE APROVEITAMENTO DAS SELEÇÕES CLASSIFICADAS PARA A COPA (2023-2026): 1º - Argentina - 83,8% 2º - Marrocos - 82,4% 3º - Espanha - 81,2% 4º - Japão - 80,2% 5º - Senegal - 75,4% 6º - Irã - 74,4% 7º - Argélia - 74% 8º - Portugal - 72,8% 9º - Inglaterra - 72,6% 10º - França - 71,9% 11º - Áustria - 70,4% 12º - Uzbequistão - 69,7% 13º - Colômbia - 66,7% 14º - Austrália - 66,7% 15º - Costa do Marfim - 66% 16º - Noruega - 65,6% 17º - Egito - 65,3% 18º - Croácia - 64,8% 19º - Coreia do Sul - 64,3% 20º - Holanda - 63,2% 21º - Alemanha - 62,4% 22º - Turquia - 62,2% 23º - Bélgica - 62% 24º - República Tcheca - 61,9% 25º - RD do Congo - 61,6% 26º - Iraque - 60,4% 27º - Tunísia - 60,1% 28º - México - 59,3% 29º - Haiti - 58,8% 30º - Suécia - 58,1% 31º - Panamá - 57,2% 32º - Canadá - 57,1% 33º - Equador - 56,8% 34º - África do Sul - 55,9% 35º - Estados Unidos - 55,8% 36º - Uruguai - 55,3% 37º - Suíça - 55% 38º - Cabo Verde - 53,2% 39º - Brasil - 52,4% 40º - Jordânia - 51,3% 41º - Nova Zelândia - 50% 42º - Arábia Saudita - 48,8% 43º - Catar - 48% 44º - Curaçau - 47,9% 45º - Escócia - 45,7% 46º - Paraguai - 43,8% 47º - Gana - 41,7% 48º - Bósnia e Herzegovina - 35,5%
