O Brasil segue na liderança do ranking mundial de juros reais, com uma taxa de 9,49% ao ano. O país ampliou a vantagem em relação à Turquia, segunda colocada, que registra 7,77%.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (4/11), após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. O levantamento da MoneYou, em parceria com a Lev Intelligence, considera as taxas de juros praticadas em 40 economias, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses.
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em setembro, o Brasil aumentou a distância para o segundo colocado de 1,66 para 1,72 ponto percentual. A mudança também ocorreu entre os países que aparecem nas primeiras posições.
Em setembro, a Rússia ocupava o segundo lugar. Agora, aparece em quarto, com juros reais de 6,57%.
A Argentina subiu para a terceira posição, com 6,80%. A taxa brasileira subiu de 8,45% no levantamento anterior para 9,49% nesta quarta-feira.
O resultado considera a Selic mantida pelo Banco Central e as expectativas de inflação para o período. A manutenção da Selic em 13,75% ao ano interrompeu uma sequência de cinco cortes consecutivos promovidos pelo Banco Central em 2026.
Desde março, o Copom havia reduzido a taxa básica em 0,25 ponto percentual por reunião. A decisão foi unânime e ocorreu em meio ao aumento das incertezas sobre a economia brasileira.
No comunicado, o colegiado mencionou a elevação das expectativas de inflação, a desvalorização do real e a desaceleração mais acentuada da atividade econômica doméstica. O Copom afirmou que o cenário exige serenidade e cautela na condução da política monetária.
O Banco Central também indicou que continuará acompanhando os indicadores econômicos para manter o nível de restrição necessário à convergência da inflação para a meta. “O contexto atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, pontuam os diretores.
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