Brasil revive regra de substituições que marcou amistoso histórico da Inglaterra há mais de 20 anos; entenda

Brasil revive regra de substituições que marcou amistoso histórico da Inglaterra há mais de 20 anos; entenda

Fonte: Bandeira



A goleada da seleção brasileira sobre o Panamá, no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, chamou atenção não apenas pelo placar e pelas atuações individuais. Um detalhe regulamentar também passou despercebido por muitos torcedores: Brasil e Panamá tiveram autorização para realizar até 11 substituições durante a partida.

Lutador mexicano conhecido como 'Mestre do Tempo' morre após ser atropelado a caminho de evento

PSG monitora destaque do Bournemouth avaliado em R$ 240 milhões; entenda

A possibilidade foi utilizada por Carlo Ancelotti para observar praticamente todo o elenco disponível antes do embarque para o Mundial. Embora incomum para os padrões atuais, a regra não é inédita e remete a um dos amistosos mais controversos da história recente do futebol internacional.

O episódio ocorreu em fevereiro de 2003, quando a Inglaterra enfrentou a Austrália no estádio Upton Park, em Londres. Na ocasião, o técnico Sven-Göran Eriksson aproveitou a liberdade permitida para amistosos e promoveu uma revolução na equipe durante o intervalo.

Dos 11 jogadores de linha que começaram a partida, todos foram substituídos de uma só vez. A Inglaterra acabou derrotada por 3 a 1 pela Austrália, resultado que ficou em segundo plano diante da repercussão causada pelas mudanças em massa.

A decisão gerou críticas de dirigentes, ex-jogadores e torcedores, que consideraram que o excesso de substituições descaracterizava a competitividade do amistoso. O caso se tornou um marco na discussão sobre o limite de trocas permitidas em partidas internacionais.

Regra voltou a ser flexibilizada

Mais de duas décadas depois, a International Football Association Board (IFAB), entidade responsável pelas regras do futebol, voltou a flexibilizar o regulamento para amistosos entre seleções.

Desde este ano, partidas internacionais podem ter até oito substituições por equipe. Em casos específicos, quando as duas federações chegam a um acordo prévio e informam oficialmente a arbitragem, o número pode ser ampliado para 11 alterações.