Brasil registra déficit de US$ 1,8 bilhão nas contas externas em abril, segundo o BC
As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 1,8 bilhão em abril de 2026, 12,5% a mais do que o resultado negativo de R$ 1,6 bilhões registrado no mesmo período do ano passado. Os dados do setor externo foram divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). Em 12 meses, o rombo é de US$ 64,3 bilhões, que ficou estável em relação a março(-US$ 64,2 bilhões).
Para este resultado, contribuiu o déficit da balança de serviços, que chegou a R$ 5 bilhões em abril, ante R$ 4,1 bilhões no mesmo mês de 2025.
Além disso, a conta da renda primária (que engloba remessas de lucros, dividendos, juros de dívidas e salários) seguiu deficitária, e em abril somou R$ 6,8 bilhões, aumento de 35,5% em relação ao ano passado. O saldo com viagens para o exterior ficou negativo em US$ 1,5 bilhão, com os brasileiros gastando mais lá fora, aumento de 66,4% em relação ao ano passado, segundo o BC.
Por outro lado, a balança comercial de bens teve um aumento no seu superávit, que atingiu R$ 9,7 bilhões em abril de 2026, um crescimento na comparação com os R$ 7 bilhões no mesmo período do ano passado.
As exportações de bens totalizaram US$34,3 bilhões, crescimento de 13,9% na comparação interanual, enquanto as importações de bens somaram US$24,6 bilhões, elevação de 6,2%.
Investimento
Os dados divulgados pelo BC mostram que o Brasil segue atraindo os investidores estrangeiros. Os Investimentos Diretos no País (IDP) — cujos recursos podem ser aplicados em fábricas, empresas e projetos de longo prazo — somaram US$ 8,9 bilhões em abril, um crescimento de 64,8% na comparação os investimentos de R$ 5,4 bilhões no mesmo periodo de 2025.
No acumulado de 12 meses, os investimentos diretos totalizaram US$ 79,2 bilhões (3,28% do PIB), ante US$ 75,7 bilhões no mês anterior.
