Brasil está no centro na estratégia global de sustentabilidade da PepsiCo
Comprometida a alcançar o Net Zero até 2050, a PepsiCo vem trabalhando globalmente para reduzir em 50% as emissões de escopos 1 e 2 até o fim desta década, na comparação com os valores registrados em 2022. Outra meta prioritária da companhia até 2030 é a proteção ou a restauração de práticas regenerativas em mais de 4 milhões de hectares. Esses esforços fazem parte da agenda global de sustentabilidade da companhia, chamada PepsiCo Positive (pep+), que consiste em uma transformação estratégica de ponta a ponta e que coloca a sustentabilidade no centro do negócio. E o Brasil ocupa uma posição central nesse contexto.
Detentora de marcas como Lay’s®, Ruffles®, Doritos®, Kero Coco®, Quaker®, Pepsi® e Gatorade®, a companhia integra ganhos de produtividade, regeneração ambiental e inclusão socioeconômica com iniciativas concretas conduzidas nos mais variados biomas nacionais, com atenção especial para Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Mais do que crescimento financeiro, a empresa projeta o Brasil como um motor de transformação e um espaço onde seus compromissos socioambientais sejam traduzidos em impacto mensurável. Segundo Suelma Rosa, vice-presidente de Assuntos Corporativos da PepsiCo para a América Latina, o país oferece condições únicas para converter a agenda pep+ em um modelo concreto e replicável.
— Cada bioma apresenta seus próprios desafios e oportunidades, mas em todos convergimos para o mesmo objetivo: tornar os solos mais saudáveis, garantir a segurança hídrica e fortalecer as comunidades. É por isso que vemos o Brasil como um verdadeiro ecossistema vivo da transformação, que pretendemos escalar globalmente.
Agricultura regenerativa
No interior do Nordeste, a proposta de desenvolver agrofloresta para ampliar a resiliência climática se concretiza em Petrolina (PE). É onde o programa AgroComunidades, da PepsiCo, integra a geração de renda com a adaptação climática. Ao combinar a produção de coco (utilizado na marca Kero Coco®) com o cultivo de cacau em sistemas agroflorestais, a iniciativa cria microclimas que reduzem a evaporação, melhoram a infiltração de água e protegem terras vulneráveis.
— Cultivado sob a sombra dos coqueiros, o cacau diversifica a renda dos agricultores, aumenta a resiliência e enriquece a matéria orgânica do solo, reduzindo a erosão e abrindo caminho para futuros pagamentos por serviços ambientais — explica a executiva.
No Cerrado, agricultura regenerativa e finanças climáticas dialogam em Cristalina (GO), uma das principais regiões produtoras de batata do país, onde a PepsiCo opera uma fazenda de demonstração que supre marcas como Lay’s®, Ruffles® e Elma Chips®. O local atua como um hub de inovação para a agricultura regenerativa.
Em parceria com a Griffith Foods e a Milhão Ingredients, a PepsiCo pilota um modelo de remuneração baseado em resultados, atrelado à eficiência hídrica, à saúde do solo e à redução de emissões. Com um investimento inicial de US$ 1 milhão ao longo de três anos, o programa vincula sustentabilidade a financiamento climático, ampliando o acesso dos produtores a crédito competitivo e seguros contra riscos causados pelas mudanças no clima.
— No Cerrado, mostramos que solo, clima e crédito fazem parte da mesma equação. Quando o agricultor ganha eficiência e reduz emissões, todos ganham, inclusive o consumidor — pontua Rosa.
Já na Mata Atlântica do Paraná, a PepsiCo adaptou sua abordagem a uma paisagem marcada por florestas fragmentadas e eventos climáticos extremos. O modelo escolhido para ser aplicado no bioma combina áreas produtivas, com cultivo de batatas, grãos e vegetais, com esforços de restauração, como corredores ecológicos, recuperação de matas ciliares e proteção de nascentes. O objetivo é reduzir a erosão e as inundações, estabilizar os solos e preservar a paisagem que sustenta múltiplas cadeias de suprimento.
Do compromisso à prática
Do ponto de vista da companhia, o Brasil representa uma vitrine global para ações escaláveis. Por exemplo, a maior parte das batatas utilizadas pela PepsiCo no Brasil já é produzida com pelo menos duas práticas de agricultura regenerativa.
Além de compartilhar tecnologias regenerativas, os produtores cultivam plantas de cobertura — espécies semeadas especificamente para proteger e melhorar a qualidade do solo durante o período de entressafra da batata.
A empresa também destaca os resultados das ações desenvolvidas na unidade de Itu (SP). Nela, a companhia eliminou a necessidade de captação de água da rede pública para a produção de alimentos e evita o descarte de efluentes no sistema de esgoto da cidade. A iniciativa economiza cerca de 18 milhões de litros de água por mês, utilizados exclusivamente na produção de snacks.
Para Suelma Rosa, a força do modelo brasileiro reside na capacidade de levar a estratégia diretamente para o campo.
— Nossa agenda não começa com créditos de carbono: começa com a terra, com o consórcio coco-cacau, com a restauração de nascentes. A transformação deve acontecer primeiro dentro da nossa cadeia de suprimentos.
Ao integrar regeneração, produtividade e inclusão, a PepsiCo reforça que essas dimensões não apenas coexistem, mas se potencializam, diz ela.
— O Brasil não é apenas parte da nossa estratégia climática. É onde aprendemos e provamos que a produção de alimentos pode ser transformada por meio da natureza e das pessoas. Daqui, construímos o futuro regenerativo que queremos compartilhar com o mundo.
