Brasil está entre países que alertaram contra viagens para o Oriente Médio por tensão entre Irã e EUA
O Brasil está entre as dezenas de países que alertaram contra viagens ao Oriente Médio por conta do aumento da tensão entre Irã e os Estados Unidos.
Nessa quarta-feira (25), a Austrália foi mais uma a orientar os dependentes de diplomatas em Israel e no Líbano a deixarem os dois países.
O governo australiano também ofereceu a possibilidade de saída voluntária aos dependentes de diplomatas nos Emirados Árabes Unidos, no Catar e na Jordânia, em meio ao que o Ministério das Relações Exteriores descreveu como uma 'deterioração da situação de segurança na região'.
Os próprios Estados Unidos retiraram funcionários não essenciais e familiares elegíveis de sua embaixada no Líbano no início desta semana, alegando uma revisão do 'ambiente de segurança'.
Chipre, Alemanha, Índia, Polônia, Sérvia e Suécia aconselharam seus cidadãos no Irã a deixarem o país. Singapura recomendou que seus cidadãos continuem a adiar todas as viagens para o Irã.
O Brasil recomendou na semana passada que seus cidadãos deixassem o Irã, após um alerta semelhante emitido para seus cidadãos no Líbano em janeiro. No ano passado, o governo já havia recomendado que brasileiros não viajassem para os dois países.
Nova rodada de negociações indiretas entre EUA e Irã começa em Genebra, na Suíça
Negociações entre ministro de Relações Exteriores de Omã com enviadores americanos.
Divulgação
A terceira rodada de negociações indiretas entre o Irã e os Estados Unidos sobre a questão nuclear iraniana, mediada por Omã, teve início em Genebra, na Suíça. A informação é da agência de notícias iraniana Fars e posteriormente confirmada por fontes diplomáticas à agência de notícias AFP.
A delegação iraniana é liderada pelo Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, enquanto a delegação americana é chefiada pelo Enviado Presidencial Especial, Steve Witkoff. Também está presente o genro de Trump, Jared Kushner.
As conversas seguem as discussões realizadas no mesmo local na semana passada e serão mediadas pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi. Elas devem se concentrar na questão nuclear e no levantamento das sanções contra Teerã.
Araghchi chegou à cidade suíça na quarta-feira e se reuniu com seu homólogo omanita antes das negociações. Antes de partir do Irã, Araghchi afirmou que um diálogo 'justo, equilibrado e equitativo' seria essencial.
Ele reiterou que o Irã não renunciará a seu direito à tecnologia nuclear pacífica, que Washington considera um caminho potencial para a obtenção de armas nucleares.
'Um acordo está ao alcance, mas somente se a diplomacia for priorizada', disse Araghchi em um comunicado divulgado na X.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, acusou o Irã na quarta-feira (25) de tentar reconstruir seu programa nuclear após os ataques americanos a instalações nucleares iranianas em junho passado. Em entrevista à Fox News, ele comentou que o 'objeto militar final' do Irã é construir armas nucleares.
Trump e líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
ALEX WONG / KHAMENEI.IR / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
