Brasil é o mercado mais significativo para Aena, espanhola que opera Congonhas, diz executivo
O Brasil é um mercado de destaque para a operadora de aeroportos espanhola Aena, por isso, a companhia avalia oportunidades de aquisições de novas concessões no país, disse nesta segunda-feira Santiago Yus, presidente da subsidiária brasileira da empresa.
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Apesar disso, o executivo evitou confirmar se a Aena participará do leilão simplificado do processo de reequilíbrio econômico da concessão do Aeroporto do Galeão, na Zona Norte do Rio. O certame está marcado para o próximo 30 de março, com lance inicial de R$ 932 milhões.
Na sexta-feira, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) informou que seis empresas demonstraram interesse, após a realização, ao longo da semana passada, do road show — como se chama, no jargão do mercado, as reuniões em que investidores são apresentados a determinado ativo ou projeto.
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Vencedora dos leilões de duas rodadas de concessões de terminais aéreos, a Aena opera 17 aeroportos no país. Com a inclusão do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na rede da espanhola, após o certame de agosto de 2022, os terminais administrados pela Aena somam um fluxo de 45 milhões de passageiros ao ano, disse Yus.
— Atualmente, estamos tocando 11 obras em paralelo. Não só Congonhas, mas também em quatro aeroportos no Pará, três em Mato Grosso do Sul e três em Minas Gerais — disse Yus, após participar de um evento sobre infraestrutura na sede do BNDES, no Rio.
Santiago Yus, da Aena: Brasil é o único país fora da Espanha em que a operadora espanhola usa a própria marca
Divulgação
Segundo o presidente da Aena no Brasil, a empresa investe com a disposição de continuar no país, como parte do processo de internacionalização da empresa fora da Espanha — o principal terminal fora do mercado espanhol operado pela empresa é o Aeroporto de Luton, na região metropolitana de Londres.
Potencial do turismo
Um dos motivos para essa disposição é o potencial de crescimento da movimentação de passageiros. A Espanha recebeu 96 milhões de turistas estrangeiros em 2025, mais do que o Brasil, cujo território é 17 vezes maior do que o espanhol. Ano passado, o fluxo de estrangeiros para o Brasil atingiu o recorde de 9 milhões de pessoas, segundo dados das Nações Unidas.
— Para nós, Brasil é o mercado mais significativo. É o único país fora de Espanha que a gente trabalha com a marca Aena — completou Yus.
Embora o foco principal do trabalho da subsidiária brasileira seja tocar as obras em curso, “até por dever de ofício”, o presidente da companhia disse que a empresa vai avaliar “qualquer programa bem estruturado por parte do governo do Brasil que esteja no mercado”.
Questionado especificamente sobre o leilão simplificado do processo de reequilíbrio do contrato de concessão do Aeroporto do Galeão, Yus frisou que não cuida da área de novas aquisições, a cargo da sede, em Madri. Portanto, não participou de qualquer reunião do road show.
