Brasil deve pedir para se manifestar em reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Venezuela

 

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O Brasil deve pedir para se manifestar durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, agendada para esta segunda-feira, em Nova York. O órgão, comporto com quinze membros, vai se reunir para discutir o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, que levou a captura do então presidente Nicolás Maduro.

Mesmo não sendo membro do Conselho, o Brasil pode pedir para se pronunciar, segundo o regulamento do órgão.

De acordo com o jornal O Globo, a ideia é pontuar a posição do presidente Lula com relação à crise. No sábado, dia do ataque, Lula condenou a ação americana em solo venezuelano.

A ofensiva dos Estados Unidos fez com que a Colômbia, com apoio de China e Rússia, solicitasse uma reunião do Conselho de Segurança, em meio à repercussão internacional sobre o ataque sem precedentes na História.

Neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou neste domingo que os Estados Unidos devem libertar imediatamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, além de resolver a crise no país por meio de diálogo e negociação.

A Coreia do Norte também reagiu à captura de Maduro, classificando o episódio como uma “grave violação da soberania”, segundo a agência estatal norte-coreana.

Na Europa, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, condenou o que descreveu como uma violação do direito internacional na Venezuela.

Na América Latina, as reações entre os chefes de Estado foram divergentes. Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do Chile, Gabriel Boric, expressaram profunda preocupação com a ação unilateral e defenderam uma saída pacífica, sem riscos à população civil.

Em sentido oposto, o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a captura de Maduro como um “avanço da liberdade”. Na mesma linha, Paraguai, Equador e Panamá criticaram o chavismo e manifestaram apoio a um processo de transição no país.

Nicolás Maduro está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York. O líder venezuelano deve passar por uma audiência de custódia nesta segunda-feira. Ele, a esposa e outros três aliados serão apresentados a um tribunal federal de Manhattan, acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.