Brasil deve dialogar sobre ataque dos EUA à Venezuela com vice Delcy Rodríguez

 

Fonte:


O Brasil deve dialogar sobre a atuação dos Estados Unidos na Venezuela com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, na ausência de Nicolás Maduro. As autoridades brasileiras também não descartam contato com os Estados Unidos nos próximos dias para discutir os ataques à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. O comunicado foi feito pela embaixadora do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura, neste sábado, após uma reunião coordenada pelo Presidente Lula no Itamaraty. 

O encontro contou com as presenças do ministro da defesa José Mucio, da secretária-executiva e ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior, e da embaixadora do Brasil na Venezuela, Glivânia Maria de Oliveira. O ministro da Justiça, Ricardo Levandoski, e Sidonio Palmeira, da comunicação social, também estiveram na reunião de forma remota, assim como o presidente Lula. 

Após os ataques dos EUA à Venezuela, Lula foi às redes sociais dizer que os bombardeios e a captura do presidente venezuelano violam gravemente a soberania do país, o direito internacional e representam um precedente perigoso para a ordem global. O presidente ainda defendeu o diálogo e a manutenção da América do Sul como zona de paz, pedindo uma resposta firme da ONU. 

O governo do Brasil vai participar de uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Venezuela, marcada para a manhã da próxima segunda-feira (5/1). A informação foi confirmada pela secretária-geral de Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, durante coletiva de imprensa no Palácio do Itamaraty, neste sábado (3/1).

Já para este domingo, o governo cogita participar de uma reunião ministerial da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), por volta das 14h. O governo do presidente Lula ainda deve participar nesta segunda-feira, dia 5, de um encontro do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela.

Enquanto isso, por precaução, houve um reforço no monitoramento da fronteira entre Brasil e Venezuela. Segundo o ministério da Defesa, 200 militares estão na fronteira, 2.300 em Roraima e cerca de 10 mil em toda a região amazônica.  De acordo com o ministro José Mucio, contingente é considerado suficiente para garantir a segurança no local que , segundo ele, tem movimento mínimo. 

"Nunca foi tão tranquila como está hoje. Movimento mínimo, é como se fosse um grande feriadão. Até o movimento de automóvel é mínimo possível. De maneira que está tudo calmo, as fronteiras estão abertas, não há nenhuma restrição. O brasileiro que estiver lá pode vir. A vice-consul brasileira lá também tem ajudado bastante, de maneira que nós estamos só de plantão para ver se surgem novos acontecimentos."

Além disso, segundo o Ministério das Reações Exteriores , 100 brasileiros que estavam a passeio na Venezuela procuraram a embaixada e foram retirados do local de forma segura pela fronteira. Também não há registro de brasileiros entre os feridos após a ação dos Estados Unidos na Venezuela.