A presidente executiva do Santander Espanha, Ana Botín, disse que o Brasil continua absolutamente central para a estratégia do grupo. A declaração foi dada na abertura da 27ª Conferência Anual do Santander, e poucas semanas após o banco espanhol anunciar uma oferta para adquirir os 10% que ainda não possui na subsidiária brasileira, praticamente tirando-a da bolsa.
Ela ressaltou que o Santander tem uma posição única de ser uma grande plataforma global, mas também ter forte presença local na América Latina e nos EUA, assim como na Europa.
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"Nos vemos como uma ponte entre as Américas do Sul e do Norte, e entre as Américas e a Europa", comentou, ressaltando que o banco está comprometido com sua presença nessas regiões.
Botín falou bastante sobre as oportunidades trazidas pela inteligência artificial (IA), mas ressaltou que é preciso estar pronto para a disrupção que ela causará e que será preciso fazer escolhas difíceis. Ela disse que fez um desafio para os 30 principais executivos do grupo, de apresentar nas próximas semanas uma agenda de como a IA pode mudar suas rotinas de trabalhando.
Ela participou virtualmente da conferência e desejou sorte para Gilson Finkelsztain, que assumiu há pouco mais de um mês como CEO do Santander Brasil. Segundo ela, o banco precisa ser cada vez mais relevante para seus clientes.
"O Santander fez grandes progressos no Brasil, mas ainda não o suficiente. Conto contigo, Gilson. O céu é o limite" disse.
Após sua participação, Finkelzstain recebeu no palco o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e brincou pedindo ajuda do regulador, para baixar os juros, para que ele consiga cumprir suas metas com a matriz espanhola. Ana Botín, presidente executiva do Santander Espanha Hollie Adams/Bloomberg
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