Brasil bate recorde de renda em 2025 e reduz dependência de programas sociais, diz IBGE

 

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O Brasil bateu recorde de renda em 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE, ao mesmo tempo em que caiu a dependência dos programas sociais no orçamento das famílias.

O rendimento médio mensal chegou a R$ 3.367, o maior nível da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O valor representa alta de 5,4% em relação ao ano anterior.

Os números mostram que a melhora foi puxada principalmente pelo mercado de trabalho. A renda média do trabalho também atingiu recorde e chegou a R$ 3.560, enquanto a massa de rendimentos, que é a soma de todos os salários pagos no país, alcançou R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série histórica.

Apesar da melhora dos indicadores, a desigualdade ainda segue elevada no país. Em 2025, os 10% mais ricos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres. Ainda assim, o índice de desigualdade permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia. Segundo o IBGE, isso se dá pela combinação entre mercado de trabalho mais aquecido, aumento da renda e recuperação econômica.

Carteira de trabalho

André Rodrigues / FramePhoto / Agência O Globo

O levantamento mostra ainda que mais brasileiros passaram a ter algum tipo de rendimento. Ao todo, 143 milhões de pessoas tinham renda em 2025, o equivalente a 67,2% da população, maior percentual da série iniciada em 2012.

Os programas sociais continuam com papel importante na renda das famílias, mas perderam participação relativa no orçamento doméstico nos últimos anos. Em 2025, os benefícios representaram 3,5% da renda domiciliar per capita, abaixo dos 5,5% registrados em 2022, no auge do Auxílio Brasil.

O Nordeste continua sendo a região mais dependente dos programas sociais no país. Segundo o IBGE, 15,8% da população nordestina recebia rendimentos de programas sociais do governo em 2025, o maior percentual entre as regiões brasileiras, enquanto a média nacional ficou em 9,1%.