Brasil apresenta à OMS proposta para limitar venda de alimentos ultraprocessados
O Brasil apresentou à Organização Mundial da Saúde (OMS) medidas para limitar a venda de alimentos ultraprocessados. A proposta busca avançar em uma regulamentação global mais rígida para endurecer as regras de comercialização desses produtos.
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A resolução já obteve apoio de outros países, como França, México e Uruguai. Entre os pontos propostos está a adoção de definições e sistemas de classificação mais claros e também baseados em evidências para alimentos processados.
Além disso, está prevista a restrição ou até a proibição da comercialização e da publicidade desses produtos para crianças e adolescentes. O Brasil estabelece um limite de 10% de alimentos processados na alimentação escolar, e a meta é zerar esse índice.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o governo pretende articular a votação da proposta na próxima Assembleia Geral da Organização Mundial da Saúde, que acontece no próximo ano.
Algumas das pesquisas que embasam a proposta brasileira foram publicadas em uma edição especial da revista The Lancet, no ano passado. Um dos estudos mostra que os ultraprocessados estão substituindo a comida de verdade e, em países como o Brasil, a presença desses produtos aumentou 13% nos últimos 40 anos.
