BP consegue aprovação para projeto de petróleo no Golfo do México, local de desastre ecológico em 2010

 

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O governo de Donald Trump aprovou o plano da BP para extrair bilhões de dólares em petróleo bruto do que será o primeiro projeto em um novo campo da companhia no Golfo do México desde o desastre fatal da Deepwater Horizon, em 2010, que provocou o pior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos.

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O projeto Kaskida, em águas profundas da BP, está programado para iniciar a produção de petróleo bruto em 2029. Em sua fase inicial, o empreendimento deve produzir o equivalente a cerca de 275 milhões de barris a partir de uma seção do fundo do mar que se estima conter até dez bilhões de barris.

A aprovação de Kaskida pelo Departamento do Interior ocorre apesar das objeções de grupos ambientalistas e de parlamentares democratas, que alertam que uma nova catástrofe semelhante à da Deepwater Horizon poderia ameaçar comunidades e ecossistemas da costa do Golfo, além de incentivar mais perfurações em águas ultraprofundas.

A BP afirmou que “a segurança de nossas pessoas e do meio ambiente continuará sendo nossa maior prioridade”.

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O retorno da BP a projetos de grande escala no Golfo do México tem sido gradual desde a erupção do poço Macondo, em abril de 2010, que matou 11 trabalhadores e destruiu a plataforma flutuante Deepwater Horizon, da Transocean.

Embora a gigante petrolífera britânica tenha sido autorizada a voltar a participar de licitações federais para concessões federais de perfuração offshore no início de 2014, Kaskida representa o primeiro projeto totalmente novo de desenvolvimento de campo da BP na região em quase 16 anos.

“Kaskida é um projeto de classe mundial que reflete décadas de inovação tecnológica da BP e da indústria offshore de petróleo e gás”, escreveu um porta-voz da empresa em um e-mail. “Esse investimento de US$ 5 bilhões permitirá a entrada em operação, de forma segura, de mais energia americana, ajudando a desbloquear 10 bilhões de barris de recursos descobertos pela BP nos nos campos do Paleógeno no Golfo do México.”

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A descoberta de Kaskida permaneceu em grande parte inexplorada desde que foi identificada, há quase 20 anos, porque a indústria do petróleo não possuía tecnologia capaz de lidar com a alta pressão do campo e sua geologia complexa.

A plataforma Deepwater Horizon, que ainda repousa no fundo do Golfo, estava sob arrendamento da BP no momento do desastre de Macondo. Grupos ambientalistas prometeram contestar a aprovação.

— É profundamente perturbador que o Bureau of Ocean Energy Management tenha aprovado uma proposta repleta de falhas legais e regulatórias, especialmente considerando o histórico da BP no Golfo — afirmou Brettny Hardy, advogada sênior da Earthjustice — Também é um insulto aos milhões de pessoas e empresas no Golfo cujas vidas foram afetadas para pior pelo desastre da Deepwater Horizon.