Boulos chama de 'esculhambação' aumento no preço dos combustíveis e cita nova reunião com caminhoneiros

 

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O governo federal anunciou, na semana passada, um pacote de medidas, diante dos impactos do conflito no Oriente Médio, com o objetivo de tentar conter o aumento de preços no diesel e melhorar a remuneração do frete dos caminhoneiros.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, em entrevista aos âncoras Mílton Jung e Cássia Godoy no Jornal da CBN, afirmou que o aumento no preço dos combustíveis no Brasil nos últimos dias é uma "esculhambação". Segundo ele, alguns postos e distribuidoras têm cometido crime contra a economia popular por ganância:

"O aumento do preço do combustível é uma esculhambação. Você tem a guerra no Irã, lógico, aumentou o preço do petróleo depois desse ataque irresponsável do Trump, mas o fato é que o presidente Lula atuou aqui, tirou o Pis/Cofins neutralizou o aumento, não era esse aumento ser repassado, porque ele foi neutralizado com a retirada do Pis/Cofins. O governo já fez autuação com a Polícia Federal em mais de 1.200 postos de gasolina na última semana, vai intensificar essas operações, e os caminhoneiros reconheceram isso"

Guilherme Boulos destacou que, a partir desta quarta-feira (25), ele vai receber caminhoneiros, no Palácio do Planalto, para a uma mesa de diálogo permanente para não deixar que as coisas cheguem ao limite:

“O que a gente vai fazer, a partir de amanhã, onde eu vou receber aqui no Palácio do Planalto os caminhoneiros, nós vamos fazer uma mesa de diálogo permanente, para não deixar as coisas chegarem ao limite, e atendendo, e mostrar para eles que a disposição do governo do presidente Lula é dialogar, escutar e atender as pautas dos trabalhadores”.

Boulos também criticou a postura de alguns estados que devem recusar a proposta para zerar o ICMS sobre a importação do diesel até o fim de maio. O governo compensaria metade da perda:

“É muito curioso isso, porque a gente vê alguns governadores da extrema direita, do bolsonarismo, que ficam acusando o presidente Lula de que é imposto, bota imposto. E quando o presidente Lula tira o imposto para não prejudicar a população, no caso do aumento do diesel, eles não se dispõem a fazer o mesmo. É aí que a gente vê qual é a diferença do que se fala em época de eleição para fazer politicagem, e da prática real. Lamentavelmente, os governadores não têm tido essa sensibilidade com os trabalhadores e os consumidores brasileiro”.

O ministro também falou sobre uma proposta que será apresentada hoje com foco nos trabalhadores por aplicativo. Segundo ele, a ideia é colocar um limite para a chamada taxa de retenção e aumentar o ganho mínimo para a entrega.

Ouça a entrevista completa: