Booking.com é alvo de hackers, e especialista alerta para uso de dados em golpes

 

Fonte:


A empresa de reservas de hospedagem Booking.com informou ter identificado atividades suspeitas envolvendo terceiros não autorizados, nesta quarta-feira. Segundo a companhia, os hackers conseguiram entrar em seus sistemas e podem ter acessado dados como reservas, nomes dos clientes, e-mail, números de telefone e informações que os viajantes possam ter compartilhado com a acomodação. Dados financeiros e os endereços físicos dos clientes não foram alco do ataque.

Caso Master: Murad diz que 'PF segue firme com total e ampla autonomia para investigar'

'Ativar função banheiro': carro elétrico chinês vai testar vaso sanitário integrado ao assento

A empresa enviou e-mails alertando os clientes sobre o ocorrido e tomou medidas como alterar o número PIN das reservas realizadas.

Entre as orientações presentes no e-mail enviado pela empresa estão:

A Booking.com não pede detalhes do seu cartão de crédito por e-mail, telefone, mensagem de texto ou Whatsapp;

A companhia não pede transferências bancárias diferentes dos detalhes da política de pagamento na confirmação da reserva;

E a empresa recomenda tomar cuidado antes de clicar em qualquer link recebido por e-mail, que pareça ter sido enviado pela acomodação ou pela Booking.com.

A especialista em gestão de riscos em viagens, Patrícia Bastos, explica que o ataque cibernético sofrido pela Booking.com denuncia uma nova onda no universo das fraudes digitais, em que os criminosos podem usar as informações acessadas para aplicar golpes personalizados.

Segundo ela, o vazamento de informações pessoais facilita o uso de técnicas de engenharia social usadas por criminosos para induzir a vítima a fornecer acesso a dados confidenciais.

— O ataque reacende uma das maiores preocupações: a segurança daqueles que viajam sozinhos, principalmente as mulheres. O ponto central está no contexto, com esses dados. Os criminosos conseguem se passar por hotéis ou pela própria plataforma com um nível de credibilidade elevado, eles falam exatamente com aquele viajante específico. E não estamos falando só de golpes digitais, com o vazamento de dados pessoais, como nome, hotel e data de reserva, esses ataques podem evoluir para o mundo físico — alerta a especialista.

Oncoclínicas: rede realizará mutirão para regularizar atendimento a pacientes com câncer

Segundo Patrícia, os criminosos já estão usando os dados coletados para enviar e-mails específicos para as pessoas se passando pela Booking.com e pedindo pagamentos, informando que a reserva foi cancelada e que o cliente precisa fornecer dados do cartão de crédito para reativar a reserva. No próprio e-mail, eles anexam um link falso para a realização do pagamento.

Recebeu um e-mail suspeito? Veja as orientações

A principal orientação para se proteger de ataques phishing (aqueles em que o golpista se passa por empresas ou órgãos) é verificar a fonte que enviou o e-mail e não clicar em link relacionado. Os e-mails da Booking.com são enviados com o domínio da própria companhia (Booking.com). Se o remetente do e-mail tiver algo diferente, como um "@" ou letras a mais, o cliente tem que desconfiar.

— A recomendação é entrar no seu aplicativo da Booking.com ou no próprio site e verificar se a sua reserva realmente foi cancelada e se ela precisa de uma nova forma de pagamento. Outra orientação é trocar as informações, por exemplo, ou pedir à companhia para alterar uma reserva para um outro hotel — aconselha a especialista.

Sempre desconfie se a mensagem:

Fizer pedidos incomuns ou inesperados;

Conter erros gramaticais;

Insistir na urgência da situação;

Pedir informações confidenciais, como nomes de usuário, senhas e dados de contas bancárias;

Conter endereços de e-mail incorretos ou desconhecidos ou links ou anexos suspeitos.

(*Estagiária sob supervisão de Danielle Nogueira)