Bombardeios dos EUA no Irã deixam 14 mortos e 78 feridos em dois dias, diz governo iraniano

Bombardeios dos EUA no Irã deixam 14 mortos e 78 feridos em dois dias, diz governo iraniano

Fonte: Bandeira



Os ataques realizados pelos Estados Unidos contra o Irã nos últimos dias deixaram 14 mortos e 78 feridos, segundo informou o Ministério da Saúde iraniano.

O balanço foi divulgado pelo chefe de relações públicas da pasta, Hosein Kermanpur, que afirmou, em publicação na rede social X, que 47 dos feridos permanecem internados, enquanto os demais receberam atendimento médico e tiveram alta.

Ataques aéreos dos EUA matam três no oeste do Irã, diz agência estatal

EUA voltam a atacar Irã após Trump dizer que cessar-fogo 'acabou'

A atualização ocorre no momento em que a ofensiva americana se intensifica.

Nesta quinta-feira, novos bombardeios atingiram a província de Cuzistão, no oeste do Irã, matando três pessoas e deixando vários feridos, de acordo com a agência estatal IRNA.

Segundo o vice-governador para Segurança da província, Valiolah Hayati, as vítimas foram atingidas em um ataque nos arredores da cidade de Ahvaz.

Os bombardeios foram retomados após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar encerrado o acordo provisório de cessar-fogo firmado entre os dois países em junho.

Em seguida, o republicano afirmou que novas ações militares poderão ser ampliadas caso o Irã continue promovendo ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz.

— Esta é uma represália pelo bombardeio de navios realizado ontem pelo Irã.

Se isso voltar a acontecer, será muito pior — escreveu Trump nas redes sociais.

A escalada do conflito também aumenta a preocupação internacional com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo.

Nos últimos dias, três embarcações comerciais foram atingidas nas águas próximas à costa de Omã, o que reduziu significativamente o tráfego na região, segundo dados da empresa de monitoramento marítimo Kpler.

Até o momento, o Irã não assumiu a responsabilidade pelos ataques aos navios.