Bolsonaro está em estado grave na UTI e ficará internado por tempo indeterminado, diz cardiologista

 

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O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado por quadro grave na UTI do hospital particular DF Star, de acordo com Brasil Caiado, médico cardiologista que o acompanha. Uma tomografia confirmou a broncopneumonia mais acentuada do lado esquerdo.

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Jair Bolsonaro começou a passar mal, com calafrios e sudorese, às 2h desta sexta-feira (13) na Papudinha, onde está preso cumprindo pena por tentativa de golpe. Ele foi transferido por volta das 9h para o hospital na capital federal. Apresentou febre alta, enjoo, dor de cabeça forte, calafrios e queda na saturação.

De acordo com Caiado, essa foi a crise mais grave que ele já teve e que, neste momento, está tomando dois antibióticos na veia. O médico disse que não tem um tempo determinado para alta do ex-presidente, mas que, geralmente, nesses casos são necessários no mínimo sete dias de internação.

"Eu não acredito que ele volta nos próximos dias, porque, como o tratamento é venoso e tem que ser feito em ambiente hospitalar, é um padrão para todo tipo de pneumonia broncoaspirativa em paciente da idade dele. Todo mundo é tratado em ambiente hospitalar com remédio venoso, sendo monitorado 24 horas por dia com equipe multidisciplinar", disse.

O médico ainda explicou que Bolsonaro estava bem na quinta-feira à noite, mas que rapidamente a infecção do líquido do estômago passou para a traqueia e pulmão, muito provavelmente referente a seu quadro de esofagite, refluxo e gastrite. O filho dele, o senador Flávio Bolsonaro foi ao hospital encontrar o pai e criticou as negativas da prisão domiciliar, afirmando que estão brincando com a vida de Bolsonaro.

Pedido de prisão domiciliar

O advogado de Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, publicou uma nota cobrando novamente a transferência do ex-presidente para o regime de prisão domiciliar, argumentando que o sistema prisional não tem condições de oferecer os cuidados médicos necessários. Ele ainda afirma que o risco de agravamento da saúde já havia sido alertado.

Bueno comparou o caso com o do ex-presidente Fernando Collor, que teve a prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e alegou perseguição jurídica.

No início da tarde desta sexta, Moraes determinou segurança policial 24 horas no hospital, com pelo menos dois policiais na porta do quarto e proibiu rigorosamente a entrada de celulares e computadores no local. Também foram autorizadas as visitas e acompanhamento de sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dos filhos e da enteada.