Bolsonaro deve realizar cirurgia no ombro devido a dores e limitação de movimentos

 

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O ex-presidene Jair Bolsonaro deverá passar por uma cirurgia no ombro direito, em razão de dores intensas e dificuldades na realização de alguns movimentos. É o que indicou o relatório fisioterapêutico apresentado pela defesa e anexado ao processo que trata da execução penal no sistema do Supremo Tribunal Federal.

O documento, assinado pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, apontou que Bolsonaro está em fase pré-operatória, com limitação funcional no ombro, o que impede a progressão de intervenções fisioterapêuticas mais ativas. Foi observado também a diminuição do condicionamento físico geral.

O ex-presidente tem feito sessões de fisioterapia direcionadas, com exercícios em bicileta estacionária e caminhadas em esteira. Ainda segundo a equipe médica, houve boa evolução no quadro de saúde, mas permanece a indicação do procedimento cirúrgico. As dores no ombro já eram observadas desde a última internação, em março, quando teve uma infecção em decorrência de um episódio de broncoaspiração.

Segundo o cardiologista de Bolsonaro, Brasil Caiado, ele aguarda agora a visita do ortopedista Alexandre Firmino Paniago para reavaliação e conduta sobre a situação.

Para o cientista político Melillo Dinis, a saúde de Bolsonaro se transformou numa pauta política, e que é necessário separar o que é racional e objetivo do que é fruto do debate polarizado no país.

'Claro que esse quadro acaba por transformar-se num debate político, eleitoral, no ano em que a sua prisão, no ano em que a sua condenação e no ano em que o seu cumprimento de pena tem uma questão que é associada exatamente ao debate sobre a decisão que o levou a essa situação. Agora tudo que acontecer daqui pra diante sempre será transformado nessa política polarizada que o Brasil já está a se acostumar.'

Neste sábado, a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, usou as redes sociais para informar que o marido está há seis dias sem soluços e conseguindo fazer fisioterapia.

O ex-presidente cumpre 90 dias de prisão domiciliar, autorizada por Alexandre de Moraes, com uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento. No último domingo, a Polícia Militar do DF, que é responsável pela vigilância na casa, relatou a troca do carregador da tornozeleira, mas sem explicações do motivo. No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe.