As bolsas de Nova York encerraram o primeiro pregão de setembro em queda, influenciadas pelo aumento nos preços do petróleo e nos juros dos Treasuries.
Esses fatores intensificam as preocupações sobre a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) adotar uma política monetária mais restritiva na reunião deste mês.
O Dow Jones fechou em baixa de 0,79%, aos 52.766,88 pontos.
O S&P 500 perdeu 0,71%, nos 7.631,47 pontos e o Nasdaq caiu 1,03%, encerrando em 26.099,77 pontos.
As ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA) registraram as maiores perdas, à medida que os investidores se desfaziam de ativos de risco.
As ações da fabricante de cartões de memória Sandisk caíram 1,9%, enquanto Intel e Marvell caíram 0,6% e levaram o índice iShares A.I.
Innovation and Tech Active ETF a cair 1,9%.
Na contramão, as ações da Apple subiram 2,61%, marcando o primeiro dia de John Ternus como CEO da bigtech.
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A escalada das tensões no Oriente Médio diante dos novos ataques dos Estados Unidos ao Irã e a promessa de Teerã de responder às ações militares elevaram o preço do petróleo WTI ao maior nível desde o final de julho.
Na esteira, os juros dos Treasuries também subiram, reforçando a preocupação inflacionária.
Para analistas do SG Markets, o Federal Reserve (Fed) pode estar prestes a iniciar um ciclo de aumentos que pode se estender até o próximo ano.
"Os próximos dados de inflação serão suficientemente altos para levar o Fed a aumentar as taxas em 0,25% este mês, seguido por aumentos semelhantes em dezembro e março", apontaram.
O setor de construção também saiu afetado na sessão, após o indicador de gastos com construção cair 0,5% em julho, atingindo seu nível mais baixo desde outubro de 2023.
O iShares U.S.
Home Construction ETF perdeu 2,4%, com a Home Depot também caindo 2,4%.
Do outro lado, quatro dos 11 setores do S&P subiram hoje, com o setor de energia em alta de 1,5%.
Exxonmobil e Chevron subiram mais de 2%% cada, enquanto investidores aguardam ainda novidades sobre a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e executivos de petrolíferas norte-americanas.
