Sem indicadores econômicos relevantes, as bolsas americanas encerraram esta segunda-feira em queda, refletindo uma piora no cenário geopolítico e nas condições financeiras, embora tenham fechado o mês de agosto no positivo.
A retomada das ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã marcou o rompimento de um período de cessar-fogo relativo entre os países e culminou em um forte avanço dos preços do petróleo.
Ao mesmo tempo, os juros de longo prazo dos Treasuries voltaram a subir, contribuindo para a piora do sentimento em Wall Street.
O índice Dow Jones encerrou em queda de 0,70%, aos 53.185,90 pontos; o S&P 500 cedeu 0,33%, aos 7.686,14 pontos; e o Nasdaq caiu 0,12%, aos 26.370,89 pontos.
No mês, as bolsas ganharam 1,34%, 2,62% e 3,93%, respectivamente.
Os juros de longo prazo voltaram a subir após uma série de declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, sobre a atuação do Departamento no mercado de renda fixa e sobre a seara fiscal americana.
Bessent afirmou que ainda não fez nenhuma compra de títulos e que não há uma crise no mercado de Treasuries, além de ter dito que a única saída para a dívida americana é por meio do crescimento da economia, semanas após ela ter atingido a marca de US$ 40 trilhões.
Os receios fiscais e a atuação do Tesouro também causaram alguma turbulência nas bolsas americanas neste mês, embora elas tenham encerrado o período no positivo, com suporte de fortes resultados trimestrais.
O setor de tecnologia foi responsável por boa parte do bom momento, sobretudo as ações da Nvidia, Microsoft e Micron.
