A bolsa brasileira (B3) fechou o pregão desta segunda-feira (26/10) com queda de 13,88%, em 177.608 pontos, após instabilidades do mercado financeiro causada pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Trata-se de um dos piores índices da série histórica.
Logo no começo no pregão houve circuit breaker, quando as negociações são interrompidas para reduzir o impacto das quedas. A medida ocorreu diante da forte queda no Ibovespa futuro, os chamados “papéis futuros”, negociados antes mesmo do início das transações do pregão — , tradicionalmente às 10h.
As negociações foram retomadas às 10h40. Logo no início, houve uma forte queda.
O placar marcava 202.928,87 pontos, com retração de 1,05%. A queda foi acentuada às 10h46 com o índice caindo 16,94% aos 170.340,70 pontos.
O mercado continuou operando instável na manhã. Às 11h34, o índice era de 170.693,37 pontos acumulando 16,77% de queda.
Após as 11h30, houve uma leve recuperação o que deixou as perdas em 15% aos 174.316,73 pontos às 12h27. A instabilidade na bolsa continuou, mas o placar manteve o patamar baixo, marcando 174.964,11 pontos às 15h10, retração de 14,69%.
O mecanismo de circuit breaker é acionado em momentos de forte estresse no mercado para conter a volatilidade extrema. A última vez que o circuit breaker havia sido utilizado foi em março de 2020, mês em que foi declarada a Pandemia de Covid-19.
Na última sexta-feira (23/10), a bolsa de valores encerrou o pregão com 205.082,56 pontos, alta de 0,47%. O presidente Lula foi reeleito no domingo (25/10) e seguirá no comando da Presidência da República por mais quatro anos.
O petista derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno na liderança da disputa, mas foi superado em uma virada inédita. O dólar comercial fechou esta segunda operando em alta no mercado à vista, em relação ao fechamento da última sexta-feira (23/10).
Às 17h, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 5,40, com elevação de 8,22%. A alta do dólar perdeu um pouco de força do meio para o fim da manhã.
Às 10h51, a moeda era negociada a R$ 5,51, com alta de 10,44. A desaceleração na alta do dólar continuou e a moeda passou para R$ 5,47 às 11h32 (+9,82%).
Na sexta, o dólar fechou cotado a R$ 4,99, com queda de 0,90%. A disparada do dólar incentivou o acionamento na bolsa do circuit breaker, mecanismo de proteção do mercado financeiro que paralisa temporariamente as negociações em momentos de forte volatilidade para que os investidores possam reavaliar suas estratégias.
O barril do petróleo tipo brent, referência no mercado internacional, era negociado a US$ 110,45 às 17h10.
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