Boko Haram sequestra sete homens no Níger, mata um deles e exige resgate de R$ 7 milhões por reféns

 

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Seis dos sete cidadãos do Chade que foram sequestrados por integrantes do Boko Haram no Níger, no último dia 31, seguem reféns do grupo jihadista. Vídeos dos homens foram divulgados pelos combatentes para exigir o pagamento de resgate. Ao todo, pedem uma quantia de cerca de US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 7 milhões na cotação atual).

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Um sétimo homem, que foi feito refém na mesma ocasião foi assassinado enquanto estava em poder dos jihadistas. A execução do refém foi gravada e amplamente compartilhada online, de acordo com a agência APA News. Isto é uma das táticas de grupos terroristas para pressionar o pagamento de resgate pelos outros reféns, além de fazer pressão psicológica às autoridade e à população.

Os homens estavam na região do Lago Chade, no centro-norte da África e que faz fronteira entre quatro países: Chade, Nigéria, Níger e Camarões.

O grupo terrorista também divulgou imagens dos reféns e um vídeo em que um dos reféns faz uma apelo urgente às autoridades do Chade, entre eles, o presidente e o primeiro-ministro. Na gravação, em que fala em francês, ele cita o valor de 500 milhões de francos CFA (cerca de US$ 900 mil, na cotação atual) para sua liberação.

Médico Tisembe Lamsikreo faz apelo em vídeo para pagamento de resgate após ser sequestrado por integrantes do Boko Haram no Níger em 31 de março

Reprodução / Redes sociais

Este homem foi identificado como o médico Tisembe Lamsikreo. Segundo a família, em entrevista à AFP, ele viajou para Niamey, capital do Níger, para se especializar em cirurgia pediátrica. No dia do sequestro, ele estava viajando de volta para o Chade após a morte de seu pai quando foi levado pelo Boko Haram.

A esposa do médico, Sidonie Kambe Loue Badarde, disse à AFP que "a família iniciou uma campanha de arrecadação de fundos para sua libertação". Até o momento, afirmou que não havia sido contatada pelas autoridades do país.

Ao final do vídeo em que o médico faz seu apelo, um integrante do grupo armado ameaça com novas ações caso o resgate não seja pago e exige que o valor seja pago “o mais rápido possível”.

Para os outros cinco reféns, ainda sem identificação divulgada, o grupo pede o rasgate no valor de 50 milhões de francos CFA (cerca de US$ 400 mil, na cotação atual).

O ataque aconteceu poucas horas depois da visita do presidente chadiano, General Mahamat Idriss Déby Itno, à Nigéria, onde ações contra o terrorismo foi um dos principais temas de discussão. A região do Lago Chade se transformou em alvo frequente de ataques de grupos jihadistas, destaca a APA News.

A Embaixada do Chade no Níger divulgou um documento em que "solicita a todos os cidadãos a máxima vigilância, especialmente nesse trecho". No texto, o embaixador Abdoulaye Abdelkerim Abbo Grou recomenda "fortemente" três pontos, sendo eles: "evitar qualquer deslocamento isolado e priorizar viagens em comboios seguros; informar sistematicamente as autoridades administrativas, bem como as Forças de Defesa e Segurança (FDS), antes de qualquer deslocamento; e cumprir rigorosamente as orientações de segurança estabelecidas pelas autoridades locais".

"A Embaixada deseja tranquilizar a comunidade nacional quanto ao seu total empenho e acompanha com a maior atenção a evolução da situação. Reforça que qualquer informação oficial adicional será comunicada oportunamente por seus canais habituais", finaliza o texto.