Bloco para pets em SP homenageia cão Orelha em folia com música baixa em área sombreada
Um bloco de rua voltado a foliões que querem curtir o Carnaval com seus pets levou mais de 150 animais à praça Nossa Senhora de Aparecida, em Moema, bairro nobre de São Paulo nesta segunda-feira (16).
O Blocão Totó e Ruby Fofa atraiu tutores e seus cães com atividades especiais. Foi feito um concurso de fantasias caninas e uma homenagem ao cão Orelha, morto espancado em Florianópolis, caso que ganhou projeção nacional.
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— O nosso bloco nasceu no Rio de Janeiro há 22 anos, desfilando na Avenida Atlântica, em Copacabana, e desde 2012 também na Barra da Tijuca — conta o carioca Marco Antonio Sarnelli, o "Totó", criador do grupo — Nossa característica é ser um bloco muito acolhedor. Aqui tem pets com os tutores, mas também criança pequena, bebês nos carrinhos, idosos... É um bloco para a família.
A escolha de Moema para o desfile não foi acidental: é um bairro onde sabidamente há muitos cães de estimação. A praça onde foi realizado o encontro carnavalesco é também ponto de encontro de tutores no bairro.
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Para acomodar os animais com mais conforto, os organizadores escolheram uma área que é naturalmente sombreada, com árvores grandes ao lado da igreja que dá nome à praça, para não queimar as patas dos animais no asfalto quente.
A música foi por uma fanfarra pequena, de quatro integrantes, tocando instrumentos de sopro em volume de poucos decibéis. O grupo que toca marchinhas clássicas de carnaval não tem contrabaixo e a bateria não tem surdo, instrumentos que produzem sons graves aos quais os animais estão pouco acostumados.
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O evento estava bem equipado, com equipe de fotógrafos profissionais e distribuição de abadás. O bloco tem apoio de uma fábrica de mochilas para carregar cães pequenos, de uma marca de um medicamento vermífugo veterinário e de uma outra de ração canina.
Os organizadores mencionam os patrocinadores em mensagens de merchandising a cada anúncio que fazem ao microfone.
Circuito nacional
Sarnelli conta que faz um circuito "nacional" todos os anos para promover o bloco, que além do Rio e de São Paulo agora conta também um dia de desfile em Juiz de Fora (MG).
Sua parceira de organização na edição paulistana do blocão é Christiane Amorim, dona de um parque de atividades para cães na Zona Sul da cidade. Ela conta que o bloco é relativamente pequeno, mas que está registrando crescimento.
— No nosso primeiro ano a gente tinha mais ou menos uns 40 cães. Hoje batemos na marca de uns 70 cães 'desfilando', e no total deu algo entre 100 e 150 cães aqui — conta Amorim.
Sarnelli ressalta as melhorias de estrutura que o Blocão ganhou neste ano.
— Nós distribuímos água filtrada em garrafinhas individuais pra cada cão — diz. — A gente se preocupa muito com o bem-estar do animal. Não é só com a festa.
Quase todos os foliões animais presentes ao evento eram cães, com exceção de um pequeno porco trazido à praça por um morador.
Durante a homenagem ao finado cão Orelha, os tutores presentes prestaram condolências ao som de uma música composta especialmente para o animal. Todos abanaram lenços brancos.
O desfile do bloco com temática canina terminou com o concurso de fantasias que havia sido prometido. Os três cães campeões vestiam trajes que remetiam a Fred Flintstone (1º lugar), à Mulher Maravilha (2º) e à Doutora Chanel (3º).
