Bloco das caixinhas: foliões ligam aparelhos de som para prorrogar a folia de noite em Ipanema
As caixinhas de som assumiram o comando da folia assim que o Simpatia é Quase Amor encerrou seu desfile pela orla de Ipanema, neste domingo (15). O cortejo, que coloriu a Zona Sul no fim da tarde, deixou um rastro de "quero mais", e o público — relutante em dar fim à festa — seguiu no ritmo de playlists improvisadas por foliões e ambulantes.
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Tradicionalmente concentrado na Praça General Osório, o bloco percorre o trecho entre os postos 8 e 10. Mesmo após o encerramento oficial, por volta das 18h, o fôlego da multidão garantiu a permanência nas faixas interditadas da Avenida Vieira Souto. Com a bateria em silêncio, a solução para manter a energia alta veio de dispositivos de som.
— A gente vem para curtir o bloco mesmo quando ele termina. Quando tem música boa numa caixa a gente gruda, não adianta — contou Beatriz Torres, de 24 anos, que veio de São Paulo para curtir o carnaval no Rio.
Beatriz Torres "tira uma casquinha" da caixa de Ângelo e curte com as amigas
Amanda Rosa
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O grupo é comandado por Ângelo Pires, guia turístico que sempre carrega consigo aparelho de som para os passeios ao ar livre. Pires, de 36 anos, está orientando passeios de um grupo de 20 pessoas pelo Rio de Janeiro durante o carnaval.
— A caixa não pode faltar (nos passeios), é um acessório obrigatório. Nessa semana, rodamos a cidade toda com ela. Geralmente, a galera pede os hits do momento, como Pedro Sampaio e Anitta, mas, para quem vem de fora e quer conhecer a cultura daqui, também rola algum samba-enredo — explica Ângelo.
Parte do grupo guiado por Ângelo Pires faz a festa em Ipamema com a caixinha levada pelo guia turístico
Amanda Rosa
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Entre um posto da praia de Ipanema e outro, dezenas de aparelhos podiam ser vistos e ouvidos, aglomerando grupos, que dançavam e cantavam ao seu redor. Hits do carnaval e funks são os estilos que predominam, com detaque para a música Jet Ski, do DJ Pedro Sampaio, com a cantora Melody.
Um grupo de dez amigos que vieram para curtir o cortejo, combinaram de trazer uma caixa de som para embalar o fim de festa em Ipanema. Juan Noronha, farmacêutico de 26 anos, explicou como tudo foi planejado:
— A ideia foi em conjunto. Um dos meus amigos na verdade, trouxe essa possibilidade e todo mundo concordou. Aqui agora não tem outra movimentação de som depois do bloco, então a gente traz a caixinha porque faz toda diferença, movimenta o pessoal e fica todo mundo animado.
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Os aparelhos portáteis ligados pós-bloco também servem para atrair clientes para vendedores ambulantes.
— A caixinha atrai mais clientes. Onde a gente para e liga o som, o pessoal encosta. Daí compram água, Coca-Cola ou um latão e, enquanto a música rola, já aproveitam para pegar a próxima bebida — relataram os amigos Guilherme Aguiar, Caio Corrêa e Daniel Oliveira, que dividem o mesmo isopor nas vendas.
Vendedores ambulantes usam caixas de som para atrair clientes
Amanda Rosa
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