Bloco Alegria Sem Ressaca desfila com a bandeira de um carnaval sem álcool

 

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No Rio de Janeiro, um bloco convida os foliões a viver o carnaval sem álcool ou outras substâncias. Criado em 2003, o Alegria Sem Ressaca chega ao seu 24º desfile mantendo a proposta de que a festa pode ser vivida de forma intensa, coletiva e saudável, sem o consumo de bebidas alcoólicas ou drogas. A programação acontece ao longo de cinco dias, entre sexta-feira e a Quarta-feira de Cinzas, na Clínica Jorge Jaber, espaço na Zona Oeste com cerca de 10 mil metros quadrados voltado ao tratamento da dependência química.

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O ponto alto da agenda ocorre na terça-feira de carnaval, dia 17, quando o bloco realiza seu desfile interno, reunindo pacientes em tratamento, ex-internos e familiares em uma celebração marcada por música, fantasia e convivência.

— O carnaval é um período de grande intensidade emocional e social. Criar um espaço onde seja possível participar da festa sem recorrer ao álcool ou às drogas ajuda a fortalecer escolhas e a ampliar a percepção de que a alegria não depende de excessos — afirma o psiquiatra Jorge Jaber, idealizador da iniciativa.

No dia 17, a concentração começa pela manhã, com acolhimento e preparação dos participantes, e segue com a apresentação do show especial da Velha Guarda de Vila Isabel, que conduz o desfile e anima a festa. Entre serpentinas e confetes, os foliões poderão se refrescar com sorvetes, sucos e muita água, garantindo a hidratação ao longo do evento. Atividades como confecção de fantasias, dança, karaokê e banho de piscina integram a agenda, oferecendo alternativas de lazer sem o consumo de substâncias. A expectativa da organização é reunir cerca de 300 pessoas durante a programação, reforçando o caráter coletivo e inclusivo da iniciativa. Quem se identificar com a proposta de um carnaval sem álcool e quiser participar pode obter mais informações pelo WhatsApp (21) 99107-3875.

Segundo Jaber, o desfile do dia 17 tem um valor simbólico dentro dessa proposta.

— É um momento de celebração coletiva, de pertencimento. As pessoas se veem participando da festa, se reconhecem naquele espaço e percebem que é possível viver o Carnaval de outra maneira — diz.

Além do desfile, a agenda inclui atividades terapêuticas, oficinas psicoeducativas, grupos de reflexão e momentos de lazer pensados especialmente para atravessar este período. Estão previstas ações voltadas ao autocuidado, ao reconhecimento de gatilhos emocionais em períodos festivos, à elaboração de projetos de vida e ao fortalecimento de vínculos.