Bingo clandestino ligado ao contraventor Rogério de Andrade tinha período de prejuízo obrigatório para apostadores

 

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Uma operação deflagrada, nesta quarta-feira, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio (Gaeco/MPRJ), contra os administradores de um bingo clandestino, localizado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, revelou o alto volume de dinheiro movimentado no local e uma espécie de período obrigatório de perda para os apostadores. Segundo as investigações, o negócio supostamente ligado ao bicheiro Rogério de Andrade, que está preso em um presídio federal, e ao filho dele, Gustavo de Andrade, atualmente em liberdade, mantinha um tempo determinado onde o apostador não conseguia ter possibilidade de ganhar.

E m alguns casos, segundo denúncia do MPRJ, clientes chegaram a perder quantias que variavam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.

Num trecho de um áudio, anexado às investigações, Francesco Novello Neto, suspeito de ser um dos administradores do bingo clandestino, determina que um funcionário passe a exercer a função de gerente. Durante a conversa, ele diz que clientes só poderão receber premiação após um período de 40 minutos de apostas perdidas. "...Porque além de supervisor, vocês vão controlar o bônus. Os bônus só saem da mão de vocês, tá? Com assinatura do cliente, vai lá e entrega na mão do cliente. Vocês controlam os bônus, tá bom? O cliente só vai poder receber bônus depois de 40 minutos que eles estiverem jogando, tá?". Francesco foi uma das quatro pessoas presas preventivamente, nesta quarta-feira, por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ. Ao todo, seis pessoas foram denunciadas pelos promotores do Gaeco por crime de organização criminosa.

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A denúncia teve origem em um procedimento investigatório criminal conduzido pelo Gaeco . O documento aponta que os acusados operavam o estabelecimento clandestino de exploração de jogos de azar Espaço Classe A Recreio. A ação penal foi recebida pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da capital. Segundo as investigações, Ana Paula Alexandre Novello e Francesco Novello Neto atuavam como administradores da casa.

Uma suspeita ao chegar na 42ªDP(Recreio dos Bandeirantes)

Reprodução CSI/MPRJ

O Ministério Público destaca o alto volume de dinheiro movimentado diariamente no local e o prejuízo financeiro causado aos jogadores. Também foram denunciados e presos o gerente Thiago Perdomo Magalhães, conhecido como Batata, e o supervisor Marconi da Silva Borba.

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Outros dois denunciados, que estão em liberdade, foram apontados nas investigações como responsáveis por captar clientes e auxiliar na operação das máquinas, função conhecida como “atracadores”.

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A investigação teve início a partir das prisões e apreensões realizadas na Operação Calígula, deflagrada em 2022 contra a organização criminosa comandada por Rogério e Gustavo de Andrade. De acordo com o Ministério Público, a análise do material apreendido naquela operação continua revelando novos integrantes e ramificações do grupo.

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