A extensa destruição provocada pelos terremotos subsequentes de magnitude 7,5 e 7,2 que abalaram a Venezuela há exatos dois meses ainda é visível nas ruas de La Guaira, onde o governo venezuelano tenta manejar a crise imediata, enquanto equilibra uma delicada relação com os EUA e um processo de diálogo com a oposição.
Com o setor do petróleo sob tutela imposta por Washington desde a captura de Nicolás Maduro, em janeiro, o governo em Caracas perdeu a gestão direta sobre sua principal fonte de receita — com montante estimado de US$ 13 bilhões (R$ 66,9 bilhões) indo para contas custodiadas pelo Departamento do Tesouro americano e liberado em movimentações sem qualquer transparência.
Em paralelo, o governo aposta em uma aproximação com a oposição para destravar outros ativos financeiros congelados no estrangeiro — que poderiam cumprir um papel central na reconstrução do país, para além da destruição provocada pelos tremores.
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Bilhões no limbo: Venezuela busca ativos no exterior para financiar reconstrução após terremotos
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