Bigme B6 REVIEW: o e-reader melhor que o Kindle (e mais barato)

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Fonte da notícia: Oficina da Net Oficina da Net

Eu testei o Bigme B6, um e-reader de 6 polegadas com tela colorida E Ink Kaleido 3 e Android 14 completo, com Play Store certificada de fábrica. Esse e-reader está me ajudando a melhorar meu hábito de leitura.

O Bigme B6 é pequeno, cabe no bolso e me deixa acessar a minha biblioteca do Kindle num aparelho com tela colorida e Android. Mas, depois de usar ele no dia a dia, também encontrei algumas limitações.

Ele oferece uma liberdade que nenhum Kindle tem, só que tem 2 pontos em que ele perde para o Kindle, e um deles pode acabar com a sua compra. Esse é o Bigme B6, um leitor de 6 polegadas com tela colorida de tinta eletrônica e um diferencial que nenhum Kindle tem: Android 14 completo, com Play Store certificada de fábrica.

Você instala o app do Kindle, o do Kobo, o Play Livros, o leitor de PDF que preferir, e lê tudo no mesmo aparelho. O que eu estou usando é o B6 Color de 4 GB e 64 GB.

O corpo é o que mais chama atenção: 6,98 mm de espessura e 176 gramas, mais fino que os Kindle e Kobo de 6 polegadas. Cabe no bolso da calça e dá para ler com uma mão só.

O chassi é firme, tem entrada para microSD de até 1 TB, alto-falante e microfone. E na caixa vem uma capa magnética, que protege o aparelho e liga e desliga a tela sozinha.

Agora o que falta: botão físico para virar página. No lugar, tem uma faixa com 5 botões de toque embaixo da tela, com ícones impressos que não mudam mesmo quando você troca a função deles.

A tela é uma E Ink Kaleido 3, com 300 ppi no texto preto e branco, a mesma densidade de um Kindle Paperwhite, e 150 ppi em cor. Sem rodeio: tela colorida de tinta eletrônica não é tela de celular.

As cores são apagadas, mais para tom pastel, e a camada de cor deixa o fundo mais escuro que o de um leitor preto e branco. Dentro de casa, você vai usar a luz frontal quase o tempo todo.

A luz, pelo menos, é boa: 36 níveis e ajuste para luz quente à noite. Para capa de livro, gráfico e marcação colorida, a cor ajuda.

Para HQ e PDF técnico, 6 polegadas é pouco. E a vantagem que eu prometi: no Android da Bigme, você escolhe o modo de atualização da tela para cada aplicativo, entre 4 modos.

O Kindle fica em um, o navegador em outro, o leitor de PDF em outro. Nenhum Kindle faz isso, porque nenhum Kindle roda outros apps.

Por dentro tem um MediaTek Helio P35 com 4 GB de RAM. Os apps abrem em 1 ou 2 segundos, mas às vezes recarregam do zero quando você troca de um para o outro.

Até hoje eu não testei nenhum e-reader rápido, parece que hardware limitado é regra nessa categoria. O B6 não é rápido para executar tarefas, mas como na maior parte do tempo ele vai estar só exibindo texto, o desempenho é suficiente.

A Play Store vem certificada, o app do Kindle já vem instalado e você não precisa criar conta na Bigme. Ponto positivo.

O lado ruim é o acabamento do software. Mesmo na versão 2.2.8 do sistema, que é a que eu testei, ainda tem tradução esquisita, às vezes caractere em chinês no meio do menu, e uma barra de atalhos fixa roubando espaço de uma tela que já é pequena.

Para ler, eu usei só o app do Kindle, que é o que eu já uso e onde está a minha biblioteca. A experiência é exatamente a mesma de um Kindle, o que no meu caso não é elogio (risos).

Eu acho o app pouco intuitivo, principalmente nos toques: tocar na lateral vira a página, tocar no meio abre o menu, segurar o dedo seleciona o texto, e é fácil fazer um quando você queria o outro. Se você gosta do app do Kindle, vai se sentir em casa.

Se não gosta, essa é a graça do Android: instala outro leitor e pronto. Se você está curtindo essa análise, se inscreve no canal.

Aqui a gente fala de tecnologia do jeito que ela é. Vamos direto ao que eu não esperava.

A bateria é de 2.100 mAh, e a Bigme promete vários dias com cerca de 1 hora de leitura por dia. No meu uso, com uns 30 minutos por dia, ele chegou fácil a 12 dias longe da tomada.

Em repouso, o Wi-Fi e o Bluetooth desligam, então ele não morre na gaveta. Para um leitor com Android completo, é um resultado muito bom.

A Bigme vende o B6 com o assistente BigmeGPT, que faz transcrição em 37 idiomas, tradução e ajuda para escrever. Baixa a expectativa: ele não busca informação atualizada na internet, e o tradutor precisa de conexão.

O reconhecimento de voz funciona bem para pesquisas básicas, e é isso. O mais útil mesmo é o áudio.

Dá para ouvir audiolivro pelo alto-falante ou num fone Bluetooth, e a leitura em voz alta funciona. Só tem um detalhe chato: se o livro está em inglês, você precisa escolher na mão uma voz em inglês.

Ele deveria detectar o idioma sozinho. Mas funciona.

O rival óbvio no Brasil é o Kindle Colorsoft, por R$ 1.499. E lembra dos 2 pontos em que o B6 perde para ele?

O primeiro é a bateria. Mesmo com os meus 12 dias, o Colorsoft dura semanas.

O segundo é o que pode acabar com a sua compra: o Kindle é à prova d'água, e eu não encontrei nenhuma certificação de resistência à água na ficha do B6. Se você lê na piscina, na praia ou na banheira, nem precisa ver o resto: compra o Kindle.

Fora isso, o B6 leva vantagem. Custa uns R$ 300 a menos, tem 4 vezes mais armazenamento, aceita microSD e roda qualquer app, enquanto o Colorsoft te prende à loja da Amazon.

Em troca, o Kindle tem a tela maior, de 7 polegadas. E se a cor não faz diferença para você, a própria Bigme vende o B6 preto e branco, mais barato.

Na balança, ele ganha em liberdade e perde em acabamento. E um detalhe que pesa: com o microSD, se você guarda muito PDF pesado, lê direto do cartão.

Então, vale a pena? Lá fora, a versão de 4 GB e 64 GB sai por US$ 179 na loja oficial. Aqui, eu encontrei por menos de R$ 1.200.

E a pergunta que muita gente faz: com esse dinheiro, não é melhor um tablet? São aparelhos diferentes. O tablet roda vídeo e jogo e mostra cor de verdade, mas a bateria dura horas e a vista cansa.

O e-reader não joga luz no olho, dá para ler no sol e dura dias. Se você quer um aparelho para tudo, tablet.

Se lê todo dia e quer cansar menos a vista, e-reader. E o B6 é para quem lê todo dia, quer cor e quer liberdade de escolher o app num aparelho de bolso.

Não é para quem lê perto da água nem para quem quer cor viva em HQ. O Bigme B6 não é o leitor mais caprichado do mercado, mas é o mais livre no formato de 6 polegadas com cor.

Me conta nos comentários se você trocaria o seu Kindle por ele, e se inscreve no canal para os próximos reviews. Até o próximo vídeo.

Publicação Original Oficina da Net oficinadanet.com.br
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