Big techs dos EUA miram Austrália para construção de data centers, diz operadora

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Gigantes de tecnologia dos Estados Unidos estão interessadas em construir data centers na Austrália, atraídas pela oferta de energia renovável do país e pela proximidade com a Ásia, em meio a uma crescente reação negativa contra esses empreendimentos nos EUA, segundo a AirTrunk Operating. No Quênia: uma indústria se desenvolveu fazendo trabalhos acadêmicos para estudantes no exterior. Então veio a IA Em disputa com NYT, OpenAI diz que direitos autorais não podem ficar no caminho do progresso A operadora de data centers registrou, nos últimos seis a oito meses, um interesse na Austrália maior do que o esperado por parte de empresas como Google, Apple, Meta, Amazon e Microsoft, disse Sabooh Whitelaw, vice-presidente associada de energia e serviços públicos da empresa, com sede em Sydney. — A Austrália tem estabilidade política, acesso a energia renovável, terras disponíveis (e fica próxima dos principais centros populacionais da Ásia) — afirmou ela em entrevista. — A expectativa é que essa demanda se traduza em compromissos firmes e investimentos nos próximos meses e anos. Google, Apple, Meta, Amazon e Microsoft não responderam aos pedidos de comentários.

O boom da inteligência artificial nos EUA esbarra em uma escassez de energia disponível nos mercados já consolidados de data centers, enquanto as preocupações com o impacto nas contas de luz das famílias e no meio ambiente alimentam uma reação política cada vez maior. Preocupações com o uso das redes elétricas e da água levaram à suspensão temporária de projetos de Nova York a Seattle. A Austrália, por sua vez, aposta que o boom dos data centers — que, segundo estimativa do Commonwealth Bank of Australia, pode atrair US$ 108 bilhões em investimentos até 2030 — ajudará a financiar novas fontes de energia renovável à medida que usinas a carvão antigas forem desativadas. O governo de Canberra está planejando padrões nacionais que podem exigir que grandes data centers financiem sua própria geração de energia. Os centros de dados voltados à inteligência artificial devem responder por 13% do consumo total de eletricidade da Austrália em 2035-36, ante 3% atualmente, segundo o Australian Energy Market Operator. Existe o risco de que a demanda de energia dos data centers cresça mais rapidamente do que a construção de novas infraestruturas de energia. Leia também: AMD quer fornecer chips para supercomputador de IA do Brasil Até agora, a Austrália evitou a dimensão da reação negativa observada nos EUA, embora a oposição esteja começando a surgir. Ativistas pediram a suspensão urgente da expansão de data centers em Nova Gales do Sul, enquanto uma petição na Tasmânia que pede uma moratória reuniu mais de 10 mil assinaturas e levou à abertura de uma investigação parlamentar. Cerca de 84% dos nove gigawatts de capacidade de data centers proposta e que aguardava conexão à rede de transmissão principal da Austrália ainda estava em fase de solicitação no trimestre encerrado em junho, e nenhum havia chegado à fase de comissionamento, segundo o Australian Energy Market Operator. Atrasos nas conexões à rede elétrica e nas aprovações podem postergar projetos na Austrália, à medida que a demanda cresce mais rapidamente do que a capacidade de construção, disse Whitelaw, da AirTrunk.

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