A literatura ocupou os espaços da Escola Municipal Professor Augusto Paulino Filho, no Méier, na Zona Norte do Rio, nesta quarta-feira (dia 19), durante a quinta edição do projeto Bienal nas Escolas, em 2026.
O encontro contou com a presença da escritora Bárbara Carine, vencedora do Prêmio Jabuti 2024 na categoria Educação pelo best-seller “Como ser um educador antirracista”, em uma conversa com os estudantes sobre a importância da leitua na formação de jovens.
A vez delas: Maracanã receberá abertura e final da Copa do Mundo Feminina de 2027
Neste sábado: Zé Gotinha incentiva participação em campanha de vacinação no Rio
Iniciada em abril, a programação deste ano já levou literatura a cerca de mil alunos das redes municipal e estadual de ensino.
Realizado pela primeira vez em um ano sem Bienal do Livro Rio, o projeto tem o apoio da iniciativa privada para aproximar crianças e adolescentes do universo literário.
Com o tema "Livros mudam o jogo", a Bienal nas Escolas 2026 teve início com a visita da escritora Kiusam de Oliveira à Escola Municipal Maria das Dores Negrão, em Osvaldo Cruz.
Em junho, foi a vez da Escola Municipal Sarmiento, no Engenho Novo, receber Andrea Taubman.
Em agosto, o projeto chegou à rede estadual com Jessé Andarilho, no Colégio Estadual Olinto da Gama Botelho, em Pilares, e com Eliana Alves Cruz e Estevão Ribeiro, no Colégio Estadual Hispano Brasileiro João Cabral de Melo Neto, no Méier.
A Bienal nas Escolas – Rio 2026 é patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Accenture, com apoio do Grupo OLX, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS; realizada pela GL events Exhibitions e pelo Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL) e apoiada pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.
Criado em 2019, o projeto também contribui para o fortalecimento dos acervos das instituições participantes ao destinar 100 livros para cada escola visitada.
Pesquisas realizadas em unidades contempladas apontaram aumento de 25% na procura por obras nas bibliotecas, indicando o impacto da iniciativa na formação de novos leitores.
Troca de experiências para estimular a leitura
Mãe, mulher negra cis e baiana, Bárbara Carine é professora, idealizadora e consultora pedagógica da Escola Maria Felipa, a primeira unidade afro-brasileira do país.
Autora de diversos livros, tornou-se conhecida também pelo trabalho voltado à educação antirracista.
Durante o encontro, a escritora conversou com os estudantes sobre literatura e educação, em uma atividade que aproximou os livros da realidade dos jovens e estimulou a troca de experiências a partir da leitura.
— A Bienal nas escolas é um momento riquíssimo de trocas literárias com a estudantada.
Um encontro importante no chão da escola visando o fortalecimento do significado da leitura na vida de muitos e muitas jovens.
Estou muito feliz e honrada por contribuir com esse movimento — afirma Bárbara Carine.
O impacto da conversa foi sentido diretamente pelos estudantes que acompanharam a atividade.
Para Pedro, de 10 anos, a experiência trouxe aprendizados para além dos livros:
— Achei muito legal participar e ouvir as histórias que ela contou.
Foi muito bom porque aprendi bastante sobre a importância de não ser racista e de não fazer bullying com os outros.
Gostei muito de tudo — contou o aluno.
Para Bruno Henrique, diretor de Marketing e Conteúdo da GL events Exhibitions, chegar à quinta escola prevista para 2026 mostra que a Bienal pode manter seu compromisso com a formação de leitores mesmo fora do calendário do evento.
— A cada visita confirmamos a força de uma iniciativa que leva a literatura para além dos pavilhões do Riocentro e coloca os livros em contato direto com os estudantes.
A Bienal nas Escolas permite que esse encontro aconteça no cotidiano dos jovens, dentro do ambiente escolar, e que a nossa missão de estimular a leitura esteja presente durante todo o ano — afirma.
Presidente do SNEL, Dante Cid reforça o papel do projeto na formação de novos leitores:
— A Bienal nas Escolas é uma ferramenta para democratizar o acesso ao livro e levar um pouco da atmosfera da Bienal para dentro das escolas.
Queremos mostrar aos jovens que a leitura também faz parte do cotidiano deles, despertando a curiosidade, criando vínculos com os livros e contribuindo para a formação de novos leitores — afirma Dante Cid.
Em 2025, a Bienal nas Escolas passou por 11 escolas das redes municipal e estadual, reunindo mais de dois mil alunos.
Entre os autores participantes estiveram Bia Bedran, Thalita Rebouças, Jessé Andarilho e Rodrigo França, em uma programação que valorizou diferentes estilos, temas e linguagens.
